De aliados a rivais: disputa pelo governo de SC expõe cenário acirrado na corrida pelo poder
Recentemente, o comentarista da Rádio Araranguá, Upiara Boschi, entrevistou em seu podcast o pré-candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSD, João Rodrigues. O ex-prefeito de Chapecó esteve acompanhado do presidente estadual do partido, Eron Giordani.
Segundo Upiara, a conversa foi ampla e abordou como João Rodrigues pretende se diferenciar em um cenário que deve ter como protagonistas o governador Jorginho Mello, candidato à reeleição pelo PL, e, pela esquerda, o ex-aliado Gelson Merisio, atualmente no PSB, com apoio de partidos alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o PT.
Durante a entrevista, João Rodrigues, fiel ao seu estilo direto, relembrou que, no passado, esteve no mesmo grupo político que Jorginho e Merisio. No entanto, destacou que sempre foi mais alinhado à direita, diferentemente dos dois, que apoiaram a reeleição de Dilma Rousseff em 2014.
Rodrigues afirmou que hoje está mais maduro politicamente. Disse compreender a importância dos adversários, inclusive como forma de qualificar a gestão pública e evitar erros. Nesse contexto, ressaltou que não acredita mais em governar atacando oponentes o tempo todo, uma crítica indireta ao atual governador, a quem atribuiu esse comportamento.
Na análise de Upiara, o cenário chama atenção pelo fato de que os principais nomes da disputa estiveram, até pouco tempo, no mesmo palanque. Em 2010 e 2014, todos integraram a base do ex-governador Raimundo Colombo, e, em 2006, apoiaram Luiz Henrique da Silveira, evidenciando como a política catarinense passou por um reposicionamento profundo.
Durante a entrevista, João Rodrigues também fez questão de destacar a importância do saudoso Luiz Henrique da Silveira, em um gesto interpretado como aproximação com o MDB, partido que ainda deve indicar o candidato a vice em sua chapa.
Ele ainda declarou apoio ao nome de Esperidião Amin para o Senado, afirmando que caberá ao próprio Amin decidir se disputará de forma isolada ou em composição com outro candidato, estratégia comum em eleições com dois votos para senador.
Esse modelo, inclusive, já vem sendo adotado pela esquerda, que lançou Décio Lima como candidato principal ao Senado, tendo Afrânio Boppré como alternativa para captar o segundo voto do eleitor.
Por sua vez, Eron Giordani afirmou durante a entrevista que o PSD projeta eleger seis deputados estaduais e três federais. Na avaliação de Upiara, essa meta para a Câmara Federal dependerá diretamente da possível candidatura de Raimundo Colombo, que ainda analisa o cenário político a partir de Lages e não tomou uma decisão definitiva.
Confira entrevista completa:







