Educação Unesc amplia internacionalização da Pesquisa com participação em eventos científicos globais

Unesc amplia internacionalização da Pesquisa com participação em eventos científicos globais

11/07/2026 - 14h16

A internacionalização da Pesquisa ganha cada vez mais espaço na Unesc. Com participação em alguns dos principais congressos científicos do mundo, professores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) ampliam a presença da Universidade em redes globais de conhecimento, apresentam resultados de pesquisas e consolidam novas possibilidades de cooperação científica.

Ao levar as investigações produzidas na Unesc para fóruns de referência nas áreas de psiquiatria, neurociências e Transtorno do Espectro Autista (TEA), docentes e doutorandos fortalecem a visibilidade da ciência desenvolvida na Instituição e promovem a troca de experiências com pesquisadores de diferentes países.

Neste ano, representantes do PPGCS estiveram presentes em eventos realizados nos Estados Unidos e na República Tcheca, levando estudos que abordam temas como depressão, transtorno bipolar, obesidade, diabetes e TEA.

Pesquisa da Unesc em destaque nos Estados Unidos

Entre os dias de congresso da Society of Biological Psychiatry (SOBP), em Nova York, a professora Gislaine Zilli Réus e os doutorandos Lucas Pedro e Josimar Grassi apresentaram pesquisas em um dos principais encontros científicos dedicados à psiquiatria biológica e ao comportamento.

Os trabalhos apresentados abordaram alterações dos ritmos biológicos relacionadas à depressão, efeitos intergeracionais da privação materna e a relação entre saúde mental, funcionamento psicossocial e obesidade em pessoas com e sem diabetes tipo 2.

“A participação em um evento dessa relevância fortalece a divulgação das pesquisas desenvolvidas na Unesc e amplia nossas conexões com pesquisadores de diferentes instituições. Além da apresentação dos trabalhos, tivemos acesso às principais discussões científicas da área e estabelecemos contatos que podem resultar em futuras parcerias internacionais”, destaca Gislaine.

A missão contou com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Unesc, apoio que possibilitou a participação da equipe no congresso. Outro destaque da delegação foi a doutoranda Taise Possamai Della Lab, orientanda da professora Samira, que recebeu um prêmio de viagem concedido pela organização do evento para participar da edição de 2026 da SOBP.

Durante o congresso, Taise apresentou a pesquisa “Evidence of the Crosstalk between Na+/K+ATPase and Protein Kinase C in Bipolar Disorder: Insights from Translational Data”, voltada à investigação de mecanismos associados à fisiopatologia do transtorno bipolar.

“Receber essa premiação e participar de um congresso desse porte foi uma experiência extremamente enriquecedora. Tive a oportunidade de compartilhar nossas pesquisas e trocar experiências com pesquisadores do mundo inteiro. Sem dúvida, foi um momento marcante na minha trajetória acadêmica”, afirma.

Contribuição para a pesquisa em autismo

Outra importante ação de internacionalização ocorreu com a presença da professora e pesquisadora Cinara Ludvig Gonçalves, coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (Land/Unesc), no INSAR 2026 Annual Meeting, realizado em Praga, na República Tcheca.

Reconhecido como um dos mais importantes congressos internacionais dedicados ao estudo do autismo, o encontro reuniu pesquisadores de diferentes países para apresentar avanços científicos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista.

Durante o evento, Cinara apresentou um trabalho desenvolvido pelo Land com foco em pesquisa básica e neurodesenvolvimento, que recebeu reconhecimento de pesquisadores internacionais pela relevância científica e pela aproximação entre modelos experimentais e mecanismos biológicos relacionados ao TEA.

“A participação no INSAR foi uma experiência extremamente significativa, tanto pela oportunidade de apresentar a produção científica desenvolvida em nosso laboratório quanto pela possibilidade de dialogar com pesquisadores de diferentes países que são referência mundial na área do autismo. Nosso trabalho foi muito bem recebido e isso mostra que a pesquisa básica realizada no Brasil, e especialmente na Unesc, tem qualidade, competitividade e potencial de contribuir para discussões internacionais”, ressalta.

Além da apresentação científica, a pesquisadora participou de debates e estabeleceu contato com especialistas de referência mundial, entre eles Simon Baron-Cohen.

Conforme Cinara, um dos diferenciais da participação da Unesc foi apresentar uma pesquisa com abordagem pré-clínica, característica pouco frequente entre os estudos brasileiros presentes no congresso.

“Foi especial perceber que estamos inseridos em uma discussão global sobre o autismo. Ao mesmo tempo em que conhecemos pesquisas clínicas, educacionais e sociais de grande impacto, também ficou evidente a importância da pesquisa básica para compreender os mecanismos envolvidos no neurodesenvolvimento e abrir caminhos para novas estratégias de investigação e intervenção”, completa.