Política Anísio Premoli cobra aparelho de ressonância magnética para o Hospital Regional de Araranguá

Anísio Premoli cobra aparelho de ressonância magnética para o Hospital Regional de Araranguá

14/08/2026 - 10h00

O ex-vereador de Araranguá Anísio Premoli esteve em audiência com o secretário de Estado da Saúde, Diogo de Marchi, para tratar de demandas relacionadas à saúde pública da região. Representando o deputado estadual Camilo Martins, Anísio entregou ao secretário uma indicação aprovada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina que solicita a instalação de um aparelho de ressonância magnética no Hospital Regional de Araranguá.

Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, da Rádio Araranguá, Anísio destacou que a reivindicação vem sendo construída a partir de demandas apresentadas por profissionais da saúde, gestores e representantes dos municípios.

“É importante, eu acredito que já passou a hora de nós ter um equipamento de ressonância. Nós já temos um tomógrafo, já foi trocado, na verdade tinha um defasado, agora já tem um com mais tecnologia. E hoje, qualquer procedimento, tanto de prevenção como cirúrgico, tu tens que ter um diagnóstico com imagens, ultrassom, tomografia e a ressonância”, afirmou.

Segundo Anísio, a documentação entregue ao secretário possui 31 páginas e reúne laudos e justificativas para demonstrar a necessidade do equipamento no Hospital Regional. “O governo, ele é favorável, né, o governo pra chegar e implantar aqui, até porque o hospital é do governo e ele é 100% SUS”, explicou.

Recursos para investimentos no Hospital Regional

Durante a reunião, também foi discutida a previsão de recursos para investimentos no Hospital Regional dentro do novo contrato de gestão da unidade. Conforme relatado por Anísio, está previsto um valor de aproximadamente R$ 15 milhões para investimentos, além dos recursos destinados à prestação dos serviços de saúde.

“Dentro desse contrato, vai dar a garantia de 15 milhões para compra de equipamentos, melhorias no espaço físico. Isso fora o contrato de pagamento do serviço. Fora o contrato da programação de serviço, consultas e cirurgias”, disse.

O ex-vereador também relatou que o deputado Camilo Martins sinalizou disposição para contribuir com recursos de emenda parlamentar para viabilizar a aquisição da ressonância magnética.

“Já se colocou à disposição de ajudar com o recurso, com a emenda. Não posso aqui dizer o valor, até porque depois a gente vai ter que voltar pra ter essa nova conversa”, afirmou.

Anísio explicou ainda que outros deputados poderão ser mobilizados para contribuir com o projeto por meio de emendas parlamentares.

Equipamento pode custar mais de R$ 4 milhões

Durante a entrevista, Anísio estimou que a aquisição do aparelho, juntamente com as adequações necessárias para sua instalação, poderá representar um investimento superior a R$ 4 milhões.

“Não tem ainda o exato valor, mas tem um com sala, vai ter que melhorar a qualidade de energia, blindar as paredes, enfim. Isso é em torno de 4 para mais, 4 milhões para mais. 4, 5 milhões”, explicou.

Para Anísio, o investimento se justifica diante da importância do exame para o diagnóstico de diversas doenças e da necessidade de ampliar a capacidade de atendimento do Hospital Regional.

“Se nós tivermos uma pessoa que foi diagnosticada com o exame no hospital e essa pessoa for salva, não tem mais justificativa. Pronto. Não tem”, argumentou.

Pacientes precisam se deslocar para outras cidades

Um dos principais argumentos apresentados por Anísio é que, atualmente, pacientes que necessitam do exame acabam sendo encaminhados para clínicas particulares ou outras cidades.

Segundo ele, mesmo com a existência de serviços contratados pelo SUS, a demanda regional é grande. “O hospital leva para clínicas particulares, que o hospital paga junto desse convênio, leva ao município de alto transporte e os municípios compram isso de clínicas particulares ou vai para São José de Criciúma ou vai para Tubarão”, relatou.

Anísio defendeu que o equipamento seja instalado dentro do próprio Hospital Regional de Araranguá, permitindo que o exame seja realizado na unidade. “Nós queremos é que esse equipamento aconteça essa realização no Hospital Regional”, afirmou.

Ele também destacou o impacto que a instalação do aparelho poderia ter na redução da espera dos pacientes. “A ressonância é a fila grande. Porque é um exame que te dá uma visibilidade do problema, assim, espetacular para que o médico possa ter um diagnóstico preciso”, disse.

Equipamento daria mais resolutividade ao Hospital Regional

Na avaliação do ex-vereador, a presença da ressonância magnética no Hospital Regional também aumentaria a capacidade de resposta da unidade diante de casos de emergência.

“Todo mundo, se precisar, uma emergência, vai passar pelo pronto-socorro. Então ali tu podes ganhar tomografia, tu podes fazer a ressonância. Vai dar mais resolutividade para o hospital”, afirmou.

Para Anísio, além de melhorar o atendimento, o equipamento representaria mais segurança para os pacientes da região. “Nós temos que ter esse recurso, nós temos que ter infraestrutura. Você colocar uma ressonância num hospital público, que é do próprio governo, é do patrimônio do governo, isso para servir ao povo, de graça, cara, não tem preço isso”, declarou.

Pedido de melhorias para a Policlínica

Além da ressonância magnética, Anísio também levou à Secretaria de Estado da Saúde uma solicitação relacionada à reforma e melhorias da Policlínica de Araranguá.

De acordo com ele, a demanda foi apresentada por servidores da unidade e também está acompanhada de documentação, fotografias, laudos e orçamento. “Foi da reforma e melhorias da Policlínica. Estivemos lá, até foi servidores da Policlínica também que nos solicitaram, fiz algumas imagens, levamos, né? Deu aqui uma indicação de vinte e nove páginas”, explicou.

Ainda segundo Anísio, a documentação apresenta detalhadamente os problemas encontrados e os serviços necessários. “Tudo o que tem que ser feito está aí. Tudo fotografado, registrado”, afirmou.

Ele informou que um engenheiro deverá avaliar a estrutura e acompanhar os encaminhamentos relacionados às melhorias. “Está para vir agora um engenheiro de obras, né? Para poder acompanhar, olhar o espaço físico e aí a gente vai acompanhar os servidores também do Estado que vêm olhar a Policlínica também”, relatou.

Licitação para gestão do Hospital Regional

Durante a entrevista, Anísio também foi questionado sobre o processo de licitação para definir a nova instituição responsável pela administração do Hospital Regional de Araranguá.

Ele explicou que não tratou diretamente do assunto com o secretário Diogo de Marchi, mas conversou com uma diretora da Secretaria de Estado da Saúde. “Eu, com o secretário, não abordei essa questão. Eu abordei com a Tatiana, que é uma das diretoras lá dentro da secretaria. Essa é uma questão mais técnica também”, esclareceu.

Segundo Anísio, o processo teve suspensões e ainda depende da análise de recursos apresentados por uma das empresas participantes. “O resto já foi tudo ajeitado. Depois do segundo turno o Estado vai falar, dar o resultado da licitação. O resultado final”, disse.

Ele também destacou que o atual contrato de gestão do IMAS ainda possui validade, mas que o governo estadual pretende concluir o novo processo licitatório, que prevê atualização dos valores e investimentos na estrutura hospitalar.

“Fez um novo edital, com novos recursos atualizados. Até porque o IMAS já vem brigando por isso. Atualização dos recursos, que estão defasados. Então, foi feita essa licitação para isso. Para novos valores do contrato e mais esse recurso de 15 milhões. Para investimento no Hospital Regional”, afirmou.

Mobilização regional

Anísio também defendeu uma mobilização envolvendo vereadores, secretarias municipais e representantes da região para fortalecer o pedido pela ressonância.

“Não vamos baixar a guarda. E também tem movimento das secretarias, passo isso para os vereadores, para as demais câmaras da região. Que façam requerimentos, façam indicações das suas câmaras de vereadores da região para a gente conseguir esse aparelho”, declarou.

Para ele, a articulação política é importante para manter a demanda em evidência junto ao Governo do Estado. “Quem não é visto não é lembrado, né? E uma coisa que eu estou aprendendo cada vez que passa é amadurecer e buscar caminhos”, afirmou.

Ao final da entrevista, Anísio reforçou que pretende continuar acompanhando os pedidos apresentados à Secretaria de Estado da Saúde. “Obrigado às pessoas que nos movimentam, que me ajudam, dão esse combustível para que a gente possa sempre lutar pelas pessoas e sempre lutar pela cidade”, concluiu.