Geral ChatGPT e o jogo da imitação: os computadores podem pensar como humanos?

ChatGPT e o jogo da imitação: os computadores podem pensar como humanos?

28/02/2023 - 13h20

Todos os cidadãos do planeta minimamente conectados já ouviram falar ou leram algo a respeito da novidade do momento: o ChatGPT! Já sabem também que ele é uma ferramenta de inteligência artificial que interage com o usuário, trazendo respostas rápidas para as suas perguntas, empregando linguagem natural, e com uma precisão bastante significativa.

Mas a popularização do ChatGPT nos leva a outra reflexão igualmente importante: as máquinas podem “pensar” como os seres humanos?

Alan Turing foi um grande matemático e cientista da computação britânico, responsável, entre outras coisas, pelo desenvolvimento de conceitos e modelos de computação teórica empregados até hoje nos computadores modernos, além de ser considerado também o pai da inteligência artificial.

Uma importante passagem da vida de Turing ficou famosa com o filme lançado em 2014 chamado “O jogo da imitação”, em que o cientista contribui para decriptografar mensagens alemãs interceptadas durante a Segunda Guerra Mundial. Se você ainda não assistiu, recomendo que pare imediatamente esta leitura e o faça!

Mas o nome do filme nada tem a ver com o seu enredo. O “jogo da imitação” foi o nome de uma teoria desenvolvida por Alan Turing e publicada em um artigo em 1950 justamente para determinar o que seria o “pensamento” humano aplicado no processamento computacional, ou de maneira simplificada, o limite para determinar se uma máquina poderia “pensar”.

Segundo a proposta de Turing, se um ser humano pudesse interagir com outro ser humano e também com uma máquina, por meio de uma interface, e não conseguisse distinguir quem era o humano e quem era a máquina, então poder-se-ia dizer que o computador estaria reproduzindo o pensamento humano. Estaria “pensando”.

Com a chegada do ChatGPT e seus algoritmos avançados de processamento de linguagem natural, muitos concordam que chegamos ao ponto de não conseguir identificar se os textos gerados foram produzidos por um ser humano ou mesmo por uma máquina. Chegamos, então, ao momento em que o “jogo da imitação” parece fazer sentido. Chegamos ao ponto de admitir que as máquinas “pensam”.

Será?

Post scriptum: esta é apenas a minha opinião! Para concordar, discordar, sugerir ou interagir, envie mensagens para juniorfreitas.phd@gmail.com. E para saber mais a meu respeito, acesse meu currículo lattes pelo endereço: http://lattes.cnpq.br/6725856869061836