Estadualizar o nome de João Rodrigues: tríplice aliança inicia estratégia pelo Sul catarinense
O movimento político liderado por nomes fortes do Sul catarinense, como Julio Garcia e Clesio Salvaro, abre território para a estadualização de João Rodrigues, pré-candidato ao governo estadual. A estratégia em busca de território começa pelo Sul Catarinense e conforme análise do comentarista Upiara Boschi, o objetivo é claro: “dar cara de eleição” ao projeto e ampliar a presença fora do Oeste catarinense, onde Rodrigues já possui forte base eleitoral.
A chamada tríplice aliança, formada por PSD, MDB e PP, ensaia sua composição com João Rodrigues ao governo e Carlos Chiodini como vice, ainda que o MDB siga dividido internamente. Parte da sigla defende a permanência na base do governador Jorginho Mello, o que mantém o cenário em aberto e evidencia a disputa interna pela definição de rumos.
Mesmo com essas incertezas, o grupo já colocou o pé na estrada. Entre quarta e sexta-feira, lideranças percorrem o Sul do Estado, passando pelas regiões de Araranguá e Criciúma. A agenda reúne nomes de peso como Esperidião Amin, Julio Garcia e Clésio Salvaro, além de lideranças regionais como Volnei Weber e Tiago Zilli.
Estratégia
Na leitura de Upiara Boschi, o principal desafio de João Rodrigues é “estadualizar” sua candidatura. “Ele tem uma performance muito forte no Oeste, mas precisa crescer nas outras regiões”, aponta o comentarista. Isso se torna ainda mais relevante diante da sobreposição de eleitorado com o PL de Jorginho Mello, o que pode dividir votos no campo da direita.
A tríplice aliança tenta se posicionar como um polo alternativo, chamando para si a tradição política catarinense. De um lado, o campo ligado ao atual governador; de outro, forças de esquerda que podem se reorganizar no Estado. Nesse cenário, o bloco PSD-MDB-PP busca ocupar um espaço intermediário com forte articulação regional.
A movimentação deve se expandir para outras regiões. No Alto Vale, por exemplo, o deputado federal Rafael Pezenti surge como um dos apoiadores do projeto, sinalizando que o grupo pretende ampliar sua capilaridade.
Sai Seif entra Klann
Outro fato político relevante ocorre em Brasília. Nesta semana, toma posse como senador o empresário Hermes Klann, primeiro suplente de Jorge Seif, que se licencia por quatro meses. A saída temporária de Seif tem como pano de fundo a pré-campanha de Carlos Bolsonaro e o apoio à reeleição de Jorginho Mello.
Klann, que foi indicado em 2022 com apoio do empresário Luciano Hang, assume a cadeira por um período limitado, mas sua atuação pode influenciar o ambiente político no Senado, especialmente ao reduzir a intensidade de disputas internas, como observa o próprio Boschi.
Confira comentário completo:











