Economia FIESC e governo de SC montam grupo de trabalho por medidas contra “Segundo Tarifaço”

FIESC e governo de SC montam grupo de trabalho por medidas contra “Segundo Tarifaço”

22/07/2026 - 15h06

A Federação das Indústrias do Estado (FIESC) e o governo de SC realizaram uma reunião de alinhamento sobre os impactos da nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos sobre as indústrias exportadoras do estado.

As novas alíquotas entraram em vigor nesta quarta-feira, dia 22. Quatro secretários de estados e técnicos do governo participaram do encontro.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a importância do diálogo entre o setor produtivo e o governo estadual. “O impacto do segundo tarifaço dos Estados Unidos será similar ao observado no primeiro período de elevação das tarifas. Um estudo da FIESC mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. Essa segunda onda de elevação de taxas atinge as empresas já fragilizadas e a sensibilidade do governo estadual tem sido muito importante”, afirmou Seleme.

O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert reforçou o compromisso em manter o diálogo aberto com o setor produtivo, para ouvir as demandas da indústria e avaliar, dentro das possibilidades legais, alternativas que possam contribuir para mitigar os efeitos da medida sobre a economia do Estado.

“A indústria catarinense é responsável por 35% dos empregos formais e 30% do PIB de SC, com as exportações cumprindo um papel relevante. É um momento importante para o alinhamento de expectativas de lado a lado. Formamos um grupo de trabalho para, em conjunto, transformar dados em informações que vão nos levar às melhores decisões possíveis. A exemplo do ano passado, estamos confiantes de que teremos boas notícias para os empresários catarinenses”, disse Sievert.

Durante o encontro, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o mercado externo sempre foi determinante para o crescimento econômico e a geração de renda em Santa Catarina. Na avaliação dele, as disputas comerciais e geopolíticas e a reconfiguração das cadeias de fornecimento vão demandar um esforço contínuo dos agentes políticos e econômicos. “Esse será o nosso novo normal. O grupo de trabalho formado para tratar do tema poderá se tornar permanente”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a FIESC e o governo do estado destacaram a importância de reforçar iniciativas de promoção comercial do estado em outros mercados, identificando oportunidades para empresas que já exportam e preparando as que ainda não acessam o mercado externo para que possam se internacionalizar.

O secretário de Planejamento, Arão Josino da Silva, reforçou a necessidade de pensar a internacionalização de empresas no longo prazo, como parte da estratégia de desenvolvimento do estado.  A reunião contou ainda com a participação dos secretários da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski

Encaminhamento O próximo passo é a troca de informações entre as áreas técnicas, avaliar os desdobramentos da medida e construir, de forma conjunta, alternativas que contribuam para reduzir os impactos sobre a economia catarinense e preservar a competitividade das empresas do Estado.