“Isso já precisava ter sido feito há muitos anos”, diz governador ao assinar ordem de serviço para novo presídio de Araranguá
O governador Jorginho Mello assinou na manhã desta sexta-feira, 9, a ordem de serviço para a construção da nova unidade prisional de Araranguá. O ato marca o início oficial de um investimento de R$ 54,44 milhões, com prazo de execução de 31 meses.

A nova unidade será implantada no mesmo terreno da atual estrutura e contará com 10.477,60 metros quadrados de área construída, ampliando a capacidade para 686 vagas. O projeto atende às demandas atuais da política penitenciária estadual. Entre os diferenciais do novo complexo estão espaços específicos para atividades laborais das pessoas privadas de liberdade.
Após a conclusão das obras, a unidade existente, que hoje possui capacidade para 244 vagas, será totalmente demolida. A substituição do prédio antigo eliminará limitações físicas e operacionais, proporcionando melhores condições de segurança, controle e funcionamento da unidade.
Um dos diferenciais do novo complexo prisional de Araranguá é a previsão de espaços específicos destinados às atividades laborais das pessoas privadas de liberdade, reforçando o compromisso do Estado com a reintegração social e a redução da reincidência criminal.
A obra faz parte do programa Administração Prisional Levada a Sério, que prevê a criação de 9.500 novas vagas no sistema prisional.
“Isso já precisava ter sido feito há muitos anos aqui em Araranguá. Esse presídio já vem se arrastando muito tempo, causando dificuldades e problemas. A superlotação não é exclusividade de Araranguá. Quando eu assumi o governo, dos 53 presídios, 43 estavam interditados por excesso de detentos. Por isso, nós vamos investir a maior marca de todos os tempos R$ 1,4 bilhões em construção de unidades”, explicou o governador Jorginho Mello, durante entrevista coletiva.
Confira a coletiva como o governador Jorginho Mello e a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.
O prefeito de Araranguá Cesar Cesa, disse que a unidade vai possibilitar a ressocialização tão necessária para o retorno dos detentos ao convívio social, após cumprirem a pena.
“Com certeza, tudo que vem novo, vem para agregar e melhorar a qualidade. Todo o apenado que lá está, ele tem alguma coisa para pagar com a sociedade, mas tem que ter pelo menos o mínimo dos confortos e atualmente não tem. A estrutura hoje é ruim. O teto é baixo e faz muito calor lá dentro. Mas graças a Deus, o governador se sensibilizou e está trazendo essa obra de muita importância e com um sistema novo em que o apenado vai trabalhar, nem todos, mas sim aqueles que já podem, como alguns que temos e que já trabalham para a prefeitura. Eles ganham um recurso, começam a socializar, tem a remissão da pena, ou seja, tudo isso faz com as coisas deem certo.






