Obras e melhorias avançam nas escolas estaduais do Extremo Sul Catarinense, destaca engenheiro da CRE
Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, da Rádio Araranguá, o engenheiro responsável pelas obras e projetos da Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Jocilon Coelho, detalhou o andamento das reformas, ampliações e manutenções nas escolas estaduais da região da Amesc.
Durante a conversa, Jocilon destacou que diversas unidades escolares estão passando por melhorias estruturais, com investimentos em climatização, reformas elétricas, revitalizações e ampliações.
Logo no início da entrevista, o engenheiro confirmou que existem obras em andamento na região. “Temos algumas já que a gente finalizou, estamos ainda regularizando a parte de projeto, que é o caso da Iberaranguá, o caso da Ana Machado Altoé”, afirmou.
Segundo ele, as obras enfrentaram dificuldades contratuais e problemas com empreiteiras, exigindo uma reorganização para garantir a conclusão dos trabalhos.
“Bastante problema em relação ao contrato, à empreiteira, à própria obra. Houve algumas mudanças no meio do caminho. Desde o ano passado para cá a gente tentou nos reunir com as empresas, tentamos ajustar os contratos ali, ver o que realmente o Estado e a Secretaria de Educação precisavam para poder inaugurar essas escolas. Então a gente chegou no alinhamento e graças a Deus conseguimos concluir todas as duas”.
O engenheiro também citou a entrega da nova estrutura da escola Neusa Ostetto Cardoso. “Era uma escola que estava para o seu término e estava num prédio alugado muito precário, com condições péssimas, chovendo dentro. A própria comunidade escolar estava muito insatisfeita com a situação. Então hoje, graças a Deus, estão no prédio novo”, destacou.
Ele explicou ainda que o ginásio esportivo da unidade já foi liberado para uso dos alunos e que o Governo do Estado trabalha agora na regularização dos projetos.
Climatização e melhorias elétricas
Um dos principais temas abordados foi a climatização das salas de aula. Jocilon ressaltou que a meta da Secretaria de Estado da Educação foi colocar ar-condicionado em todas as escolas estaduais. “A meta e prioridade da Secretaria do Estado, da nossa secretária Luciane Ceretta, era realmente que todas as salas de aula ficassem climatizadas. E todas elas estão”, afirmou.
O engenheiro explicou que muitas escolas antigas não possuíam estrutura elétrica adequada para suportar os equipamentos. “As nossas escolas são prédios muito antigos. Antigamente não existia essa preocupação. Muitas vezes o próprio diretor fazia uma ampliação e a enfiação não comportava os ar-condicionados”, comentou.
Ele destacou ainda que o Governo do Estado investiu fortemente em subestações e entradas de energia. “A nossa Amesc hoje pode dizer que praticamente todas as escolas já estão com as subestações prontas. Acredito que em mais uns 45 ou 50 dias todas as entradas de energia novas estejam funcionando”, disse.
Escola Apolônio Ireno Cardoso recebe atenção especial
A escola Apolônio Ireno Cardoso, em Balneário Arroio do Silva, também foi tema da entrevista. Conforme Jocilon, a unidade enfrenta superlotação devido ao crescimento populacional do litoral sul catarinense.
“A Apolônio é uma escola que está com superlotação, está com muitos alunos. O Estado fez locação de salas de aula e também alugou um prédio do lado para atender praticamente quase 1.800 alunos”, revelou.
Além disso, a escola recebeu melhorias em telhados, parte elétrica e deve iniciar em breve a revitalização da pintura. “Daqui uns 20 dias imaginamos que devemos iniciar a pintura também”, acrescentou.
Investimentos em reformas e ampliações
Jocilon também apresentou números de investimentos em obras na região.
Na escola EEB Governador Ivo Silveira, conhecida como IBGA, está sendo realizada uma reforma e ampliação no valor aproximado de R$ 8,7 milhões. “A IBGA vai ficar com três pavimentos. Vai ficar muito bacana. Já em Sombrio, a escola Ilhota Bornhausen passa por reforma e ampliação com investimento de cerca de R$ 2,2 milhões”, afirmou.
Outra obra citada foi a da Escola Jovem Macário Borba, também em Sombrio, com investimento estimado em R$ 5,8 milhões. “Além das ampliações de salas, os projetos incluem melhorias em auditórios, laboratórios e refeitórios”.
Reconstrução do anfiteatro do Célia Belizária
Um dos principais assuntos da entrevista foi a reconstrução do teatro Célia Belizária, destruído após um incêndio.
O engenheiro explicou que o Governo do Estado fornecerá o projeto e os recursos, enquanto a Prefeitura de Araranguá ficará responsável pela licitação da obra. “Vai ser uma obra conveniada com a prefeitura municipal de Araranguá. O governo vai dar o recurso e todos os projetos aprovados, e a prefeitura vai fazer o processo licitatório”, explicou.
De acordo com Jocilon, o novo projeto contempla acessibilidade, climatização, sonorização, sistema de alarme e adequações às normas de segurança. “O projeto ficou muito bacana. A saída vai ser pela lateral, entre o Célia e o ginásio. Vai ter rampas, escadarias e toda a acessibilidade”, afirmou.
Ele também explicou que o espaço manterá o piso superior, porém com redução no número de cadeiras para garantir mais conforto e segurança. “Acredito que vai ficar em torno de 420 pessoas. Foi reduzido algumas cadeiras justamente para dar mais conforto e acessibilidade”, comentou.
O novo teatro terá ainda sistema de ar-condicionado split, substituindo o antigo sistema central.
Governo estadual recebe elogios
Jocilon reforçou que existe atualmente um olhar diferenciado para a infraestrutura escolar. “A secretária Luciane Ceretta entende que para o aluno aprender ele precisa ter conforto, não pode ter goteira, não pode passar calor. Então houve investimentos volumosos em infraestrutura escolar”, destacou.
O engenheiro encerrou agradecendo o espaço e reafirmando o compromisso da CRE com as melhorias nas escolas da região. “Estamos sempre à disposição para atender sobre infraestrutura escolar”, concluiu.













