Pré-campanha ganha ritmo em Santa Catarina e alianças começam a tomar forma para 2026
Os bastidores da eleição de 2026 em Santa Catarina começam a ganhar intensidade com a movimentação dos principais grupos políticos do Estado. Nos últimos dias, agendas regionais, encontros partidários e eventos de pré-campanha evidenciaram que os pré-candidatos já iniciaram a disputa por espaço político e construção de alianças.
Segundo a análise do comentarista político Upiara Boschi, o governador Jorginho Mello deu sinais claros dessa antecipação eleitoral ao realizar, no fim da semana passada, uma série de agendas institucionais nas regiões da Amrec e da Amurel. Embora com caráter administrativo, os compromissos tiveram forte peso político e serviram para ampliar a presença do governador no Sul catarinense.
Ao mesmo tempo, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, também intensificou suas articulações. Em agenda no Alto Vale, especialmente em Rio do Sul, ele participou de encontros políticos e fez promessas relacionadas às obras de combate às cheias, afirmando que investiria mais na área de defesa civil do que o atual governo estadual.
Na avaliação de Upiara Boschi, o cenário já demonstra um ambiente típico de pré-campanha, com discursos sendo moldados e primeiras promessas aparecendo publicamente.
No campo da centro-esquerda, o grupo formado por PT, PSB, PDT e aliados também iniciou movimentos mais organizados. Um encontro realizado em São José reuniu pré-candidatos a deputado estadual, federal e Senado, além de lideranças como Décio Lima e Afrânio Boppré.
Conforme Boschi, o grupo trabalha para consolidar uma unidade política e construir um discurso capaz de ampliar o eleitorado da esquerda catarinense. Apesar de não representar maioria no Estado, a avaliação interna é de que o bloco pode novamente alcançar um segundo turno, repetindo o cenário de 2022, quando Décio Lima disputou a etapa final contra Jorginho Mello.
As chapas também começam a ganhar contornos mais claros. A frente de centro-esquerda já trabalha com Gelson Merisio como pré-candidato ao governo, tendo Ângela Albino, agora no PDT, como possível vice. Para o Senado, os nomes colocados são Décio Lima e Afrânio Boppré.
Do lado governista, Jorginho Mello também já apresenta uma composição praticamente definida, com o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, indicado como vice. Para o Senado, aparecem os nomes da deputada federal Caroline De Toni e de Carlos Bolsonaro.
Já João Rodrigues mantém expectativa de composição com o MDB. O nome mais citado para a vaga de vice é o do deputado federal Carlos Chiodini, atual presidente estadual do partido.
Outra peça importante nas articulações é o senador Esperidião Amin, que busca a reeleição. Dentro da federação formada por Progressistas e União Brasil, Amin e o deputado federal Fabio Schiochet concentram influência sobre as decisões estratégicas.
Ainda há indefinição sobre a composição da chapa ao Senado desse grupo. Entre os nomes cogitados aparecem Antídio Lunelli e Clenilton Pereira. A definição dependerá da estratégia eleitoral adotada pela federação, especialmente sobre a conveniência de lançar um segundo nome ao Senado ou concentrar votos apenas em Amin.
Para Upiara Boschi, os próximos meses serão decisivos para a consolidação das alianças e definição oficial das candidaturas. Até agosto, prazo das convenções partidárias, a tendência é de intensificação das agendas regionais, anúncios de composições e ampliação do debate eleitoral em Santa Catarina.
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