Geral Para quem ainda questiona a força do Super El Niño, Piter Scheuer faz um alerta

Para quem ainda questiona a força do Super El Niño, Piter Scheuer faz um alerta

18/08/2026 - 13h28

O período de alívio nas condições do tempo pode estar perto do fim. O meteorologista da Rádio Araranguá, Piter Scheuer, voltou a alertar para os possíveis impactos do Super El Niño nos próximos meses e afirma que a população do Sul do Brasil deve estar preparada para uma sequência mais frequente de eventos de chuva intensa e tempestades.

Segundo Piter, o fenômeno ainda está no início de sua atuação, e os efeitos mais significativos devem ser observados justamente nos próximos meses.

“O El Niño ainda mal começou a atuar, e sem contar que o Super El Niño, que ainda está por vir, é o mais forte da história. Então nesses próximos meses a situação vai ficar cada vez mais complicada.”

O meteorologista destaca que o momento atual representa uma espécie de intervalo antes de uma possível intensificação das condições de instabilidade. Para ele, o fato de o tempo estar mais tranquilo neste momento não significa que os próximos meses seguirão o mesmo padrão.

Temporais já provocaram impactos no Sul

Piter chama atenção para os eventos severos registrados recentemente na região Sul. Segundo ele, três tornados já foram registrados no Sul do Brasil, com classificações que chegaram a F3 e, no caso do fenômeno ocorrido no Paraná, algumas instituições chegaram a classificá-lo como F4.

Além dos tornados, episódios de chuva intensa já provocaram impactos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

“Já tivemos muita chuva no Rio Grande do Sul, já tivemos chuva aqui em Santa Catarina, isso que estamos em agosto.”

Setembro pode marcar mudança no padrão

O alerta é principalmente para a sequência dos próximos meses. Piter aponta setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro como um período em que as chuvas e as tempestades podem se tornar mais frequentes.

A preocupação não está apenas no volume de chuva, mas também nos fenômenos associados às tempestades, como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e ventos fortes.

“As chuvas vão se tornar cada vez mais frequentes, cada vez teremos mais tempestades, trazendo problemas associados a alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.”

Para o meteorologista, eventos que atualmente ocorrem em outras áreas do continente podem servir de indicativo de que condições semelhantes também podem atingir Santa Catarina.

“Então se agora está acontecendo numa região que, por exemplo, é o Uruguai, logo vai acontecer aqui para a nossa região também, infelizmente.”

Alerta para o Sul de Santa Catarina

Diante desse cenário, Piter reforça que o período de tranquilidade observado neste momento não deve ser interpretado como uma garantia de estabilidade para a primavera e o verão.

A orientação é acompanhar as atualizações meteorológicas e os alertas dos órgãos oficiais, principalmente durante episódios de chuva intensa e temporais. Para o Sul catarinense, a combinação entre chuva volumosa, tempestades e possíveis eventos extremos exige atenção redobrada nos próximos meses.