Segurança PM e Civil falam sobre atuação na região e informam detalhes da operação desencadeada na manhã de ontem

PM e Civil falam sobre atuação na região e informam detalhes da operação desencadeada na manhã de ontem

26/04/2024 - 10h52

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado, o delegado regional Diego de Haro e o comandante da Polícia Militar, Marcelo Bertoncini Zanette, falaram sobre a segurança pública na cidade, a situação relatada pelos empresários do setor de transporte de cargas com relação a furtos e a ação desenvolvida na manhã de ontem, dia 25.

“Levantamos informações junto a Polícia Civil, onde foram coletadas muitas informações importantes sobre esses furtos. Os números de furtos chegam a seis nesse ano. Por enquanto, não efetuamos mandado de prisão, apenas de busca e apreensão. O objetivo é coletar provas que indicam conexão com os crimes”, destacou o comandante Zanette.

Durante as buscas, foram encontradas armas ilegais, o que resultou na prisão em flagrante dos suspeitos. “Um dos cidadãos que foi preso, pagou fiança e vai responder judicialmente. Os outros permanecem presos. Haverá hoje a audiência de custódia. A grande questão agora, será provar o envolvimento com os furtos e desmantelar a operação toda. Os locais onde foi efetuada as prisões foi o loteamento Ararás, Sanga da Areia e Campinhos”, acrescentou o comandante.

Com respeito a divulgação de informações sobre o caso, o delegado regional Diego de Haro explica que a polícia não poderia divulgá-los até a conclusão dessa etapa da operação. “Tínhamos muitas informações e não poderíamos divulgá-las. Nossa investigação estava bem adiantada. As investigações continuam e todo o material coletado será investigado. Vamos buscar esses receptadores, visto que são eles que alimentam o crime”, explicou o delegado.

Ainda falando sobre a divulgação dessas ocorrências, o comandante Zanette ressaltou que a ordem de divulgação das informações, vem do Comando Geral e as mesmas, priorizam os fatos mais relevantes.

“Informamos para a imprensa apenas as ocorrências mais importantes. Buscamos divulgar tudo, principalmente as boas ações. Não vamos ficar falando apenas que tem furto. Todas as prisões são divulgadas. Temos um manual de comunicação social, onde precisamos seguir as regras e orientações do Comando Geral, quanto às ações. Caso a imprensa solicite, daí temos que informar. Essa restrição não é minha, mas do Comando. Por mim, divulgaríamos tudo, não tenho nada a esconder”, disse Zanette.

Com respeito aos números de furtos contabilizados em Araranguá, o comandante destaca a diminuição em comparação a 2023. “Em 2024 houve uma redução de furtos relacionados ao ano anterior. Sendo seis nesse ano, contra 12 no mesmo período do ano passado. O que está acontecendo é uma sequência de furtos direcionados a um setor específico. Fiquei chateado com o que saiu na imprensa, onde diante de números bons que falei na Câmara, frisaram apenas o que aumentou”.

Zanette orienta a população no que diz respeito a se precaver de possíveis ataques. Se enquadrando as medidas de segurança. “Para esse público, que fala como se fosse uma total desordem na segurança pública, também existe um descuido. Muitas empresas precisam se adequar com a segurança, colocando alarme, câmeras e travas”.

Diante disso, o delegado regional acrescenta que aproximadamente 70% dos casos informados, poderiam ter sido evitados, se as medidas de segurança estivessem em dia. “É muito importante que as pessoas registram os boletins de ocorrência. Caso o contrário, os números sempre serão bons, visto que os mesmos não são identificados. Sem sombra de dúvidas, os maiores crimes que acontecem em nossa região, 70% poderiam ser evitados”.

Já o tema efetivo foi levantado na entrevista, onde o comandante Zanette explanou a situação da Polícia Militar, deixando claro que a instituição não possui faltas. “Temos cerca de 250 policiais distribuídos nos 15 municípios da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc). Seria excelente se ganhássemos 50 policiais para a região. Não está faltando, mas seria muito interessante se recebêssemos essa quantidade”.

Outro ponto situado, foi um processo que se encontra em andamento, o qual prevê 500 vagas. “Entretanto, existe um entrave que tem trancado o andamento. A situação está sendo resolvida. Um policial leva cerca de nove meses para ser formado. Ou seja, existe uma demora. Não vejo a justiça dizer que para outros órgãos o concurso é ilegal, mas para nós é”, relatou o comandante.   

Para a Polícia Civil o número de efetivo é menor, porém o delegado ressalta que essa diferença não afeta tanto, visto que uma atende chamados operacionais e a outra, trabalha nas investigações mais aprofundada.

“Temos um número de mais de 100 efetivos atuando. São cerca de 40 policiais espalhados em nossas delegacias. Existe todo um processo para aumentar esse efetivo, mas comparado a Polícia Militar, obrigatoriamente deve ser menor, visto que sua atuação atender mais ocorrências”, explicou Diego de Haro.