Política População da Gaivota diz não a unidade de conservação e críticas ao DNIT, CCR e DEMUTRAN, marcam sessão na Câmara de Araranguá

População da Gaivota diz não a unidade de conservação e críticas ao DNIT, CCR e DEMUTRAN, marcam sessão na Câmara de Araranguá

11/06/2026 - 11h01

A população de Balneário gaivota, disse não à intenção do Ministério Público Federal, de implantar duas unidades de conservação no município. Durante reunião da Câmara de Vereadores na noite desta quarta-feira (10), todos os setores da sociedade foram ouvidos e se manifestaram contra. A população tomou a Câmara com uma reunião encaminhada pelo prefeito Kekinha.

A proposta

O Ministério Público Federal, quer que 1.000 hectares, do município, se tornem unidades de conservação. O problema é que no entendimento da população e técnicos da área ambiental, comprometeria o desenvolvimento sustentável do município. Outra exigência do MPF, é que o município indenize as famílias que perderiam suas terras, um custo estimado que ultrapassa R$ 500 milhões.

Reação

Além dos empresários e da população, o prefeito Kekinha também reagiu, afirmando que tal medida impediria o crescimento de seu município. “Gaivota não pode parar! Esse processo se arrasta desde 2009 e agora chegou o momento de a sociedade dizer não. Desde que assumimos, investimos na preservação ambiental real: já temos mais de mil hectares conservados, incluindo o Parque da Lagoa Cortada. Vamos continuar unidos para vencer”, conclamou o prefeito.

Camboriú

Difícil mesmo é explicar porque no Morro dos Conventos e em nossa região, nada pode, tudo é proibido, inclusive a FAMA expedir licenças ambientais, como já aconteceu, além de processo crime contra o biólogo da entidade. Por que o MPF não instala uma unidade de conservação em Balneário Camboriú? Por que não proíbe a extensão da faixa de areia das praias, depois de ter permitido a construção de arranha-céus, que impedem o sol na praia? Claro, Balneário Gaivota ainda não tem o glamour de Balneário Camboriú, só que a lei deveria ser para todos.

MDB reunido

O MDB de Araranguá esteve reunido na noite desta quarta-feira (10). Os vereadores deixaram a sessão da Câmara e foram diretamente para o encontro, que serviu de preparação para as eleições, fortalecer apoio ao deputado estadual Tiago Zilli e fazer uma avaliação da administração municipal. O prefeito Cesar Cesa fez uma avaliação positiva da administração, apresentando números animadores nos mais diversos setores da prefeitura.

Ausência

A sessão desta quarta-feira (10), na Câmara de Vereadores de Araranguá foi presidida pelo primeiro vice-presidente, Diran Drewke e teve o vereador Carlos da Funerária compondo a mesa. O presidente Paulinho Souza, estava em um compromisso e entregou a direção da sessão a Diran.

Crítica ao trânsito

Durante a sessão, o vereador Mano criticou duramente o setor de trânsito de Araranguá. Disse que já pediu placas de pare, e lombadas, que podem evitar acidentes, mas que a resposta é sempre a mesma, que não pode e que a legislação não permite. Um dos casos é a avenida Paraiso, onde vários acidentes já aconteceram. “Será que teremos que perder vidas ali para que as providências sejam tomadas?”, afirmou. Um simples placa de pare no trevo alemão de acesso a balsa também teria sido negada. Mano afirmou que: “A gente vai conversar com o diretor do trânsito é sempre não pode, não dá, não quer trabalhar, dá lugar para outro”, assegurou.

Motos elétricas

O assunto sobre motos elétricas e patinetes, que começam a circular em Araranguá de forma crescente, também foi motivo de discussão na sessão desta quarta-feira. O vereador Nelson Soares alertou que a situação preocupa, pois cada vez mais, pais estão dando de presente a seus filhos, motos e patinetes elétricos. O problema é que não orientam seus filhos sobre como se comportar no trânsito. Nelson aconselhou que os pais não presenteiem seus filhos com tal equipamento, porque alguns acidentes já aconteceram. Ele mesmo disse que quase foi atropelado por um adolescente, ao sair de uma loja em pleno calçadão.

Acidente

Já o vereador Evandro Conceição, disse que presenciou um acidente na esquina da Avenida Padre Antônio Luís Dias, com a rua Amaro Pereira. Segundo o vereador, uma senhora, que transitava com uma moto elétrica, estava debaixo de uma caçamba e teve ferimentos. O vereador alertou para o problema dos patinetes e motos elétricas, que não têm exigência de capacete e de habilitação. Sugeriu que se crie uma lei que, pelo menos proíba a circulação em calçadas e calçadão.

Transporte de pacientes

Um assunto tratado na Câmara, pelos vereadores, foi atendido pelo prefeito Cesar Cesa. A situação de pacientes que têm exames e procedimentos marcados pela regulação para o Hospital Dom Joaquim de Sombrio. Em muitos casos, eles não têm comparecido, porque não têm dinheiro para ir a Sombrio. Ontem, o vereador Joel Casagrande, trouxe a informação de que o prefeito vai disponibilizar um ônibus para o transporte destes pacientes.

DINT e CCR

Outro assunto que tomou conta das discussões ontem, foi o DNIT e a CCR ViaCosteira. Novo requerimento do vereador Juliandro Jacques ao DNIT, suscitou a discussão. O vereador Joel Casagrande disse que a CCR é um órgão que não respeita ninguém, sequer responde os questionamentos. Sobre o DNIT a situação é a mesma, sem respostas. O vereador Dedo, disse que os quebra-molas pela metade e falta de iluminação continuam. Para o vereador, nenhuma solicitação tem sido atendida. Samuel Jesuíno, disse que quando se trata de CCR se trata de desrespeito. Citou que no bairro Polícia Rodoviária fizeram um trecho de mão única. Na Volta do Silveira fincaram estacas na beira da estrada, não deram uma segunda saída para os agricultores. O resultado é que os agricultores agora precisam dar uma volta de uns 15 quilômetros com suas máquinas.

Raiva pagar pedágio

Já o vereador Nelson Soares, disse que tem muita vontade que a prefeitura asfaltasse a rua Paulino Luís Pereira, a beira rio, do lado do bairro Barranca, para que o trânsito de Araranguá pudesse fluir por ali, evitando o pagamento do pedágio. O vereador disse que a casa tem uma prioridade para o futuro, provocando a administração a realizar a obra. “Me dá uma raiva pagar pedágio”, afirmou.