Pré-candidato à presidência Renan Santos defende internação compulsória e “choque de lei e ordem” durante visita a Santa Catarina
Em entrevista à Rádio Araranguá, o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos apresentou propostas para enfrentar problemas ligados à segurança pública, dependência química e aumento da população em situação de rua. Segundo ele, o país precisa adotar medidas mais firmes para conter o avanço do crime organizado e recuperar pessoas em vulnerabilidade social.
Durante a conversa, Renan defendeu a ampliação da internação compulsória de dependentes químicos como instrumento de enfrentamento à crise social nas cidades brasileiras. “A maior parte dessas pessoas precisa ser internada de maneira compulsória”.
Ele afirmou que muitos usuários de drogas não possuem condições de tomar decisões sobre a própria vida e precisam de intervenção do Estado. “O usuário de crack está em um status pior do que uma criança de sete anos. Ela não consegue deliberar. Essa pessoa precisa ser internada”.
Segundo o pré-candidato, a situação atual compromete não apenas quem vive nas ruas, mas também moradores e comerciantes. “Quando ele vai morar numa praça, ele destrói um bairro, uma comunidade, a forma como aquelas pessoas se relacionam”.
Combate ao tráfico e responsabilização de receptadores
Renan também defendeu penas mais rígidas contra traficantes e atuação mais intensa contra quem compra produtos furtados, especialmente fios de cobre, problema relatado em vários municípios. “O traficante que está vendendo crack tem que ficar preso por 30, 40 anos. A gente tem que destruir as facções criminosas”.
Ele acrescentou que o furto de cabos virou uma cadeia criminosa estruturada. “Não é só quem furta, é quem compra. Se está roubando é porque tem gente comprando”.
Visita à região incluiu passagem por Criciúma e outras cidades
Durante agenda em Criciúma, o pré-candidato relatou preocupação com áreas de vulnerabilidade social e afirmou ter observado crescimento do consumo de drogas em determinados bairros. “Vocês estão começando a enfrentar problemas de geração de cracolândia”.
Segundo ele, Santa Catarina precisa agir preventivamente para evitar repetir cenários observados em grandes centros urbanos. “Se vocês não se protegerem, vão começar a ter os mesmos problemas que eu vivi em São Paulo”.
Santa Catarina como modelo para o país
Apesar das críticas à segurança pública, Renan afirmou que o estado apresenta indicadores positivos e pode servir de referência nacional em áreas como cooperativismo e organização social. “O Brasil tem que começar a reconhecer Santa Catarina como um dos seus melhores lados”.
Durante a agenda no estado, ele passou por cidades como Chapecó, Criciúma e Tubarão, onde participou de encontros com apoiadores e lideranças locais.







