Política “Vamos fazer oposição a esse governo que já está nos deixando muito preocupados”, afirma Júlia Zanatta sobre gestão Lula

“Vamos fazer oposição a esse governo que já está nos deixando muito preocupados”, afirma Júlia Zanatta sobre gestão Lula

16/01/2023 - 15h51

A deputada federal eleita por Santa Catarina Júlia Zanatta esteve nessa segunda-feira, 16, na Rádio Araranguá, onde, em entrevista a Saulo Machado falou sobre a expectativa para a posse no dia primeiro. Júlia disse que, mesmo antes de ser empossada no cargo, já vem trabalhando nos bastidores.   

“Já fui a Brasília algumas vezes e agora devo ir dia 25 e já ficar para a posse que é dia primeiro. Já estou trabalhando. Já estão cobrando da gente. Eu falo calma, eu não assumi ainda (risos). Tem até cobrança de como eu vou votar na assinatura da CPI. Já estamos acompanhando de perto todos os acontecimentos. Dia 27 tem uma reunião da bancada de Santa Catarina para ficarmos por dentro de tudo. Hoje as coisas acontecem com muita rapidez”.

Derrota nas eleições presidenciais

A parlamentar catarinense também comentou a derrota de Bolsonaro nas eleições. “Vamos fazer o nosso papel de mostrar tudo que está acontecendo, trabalhar por aquilo que a gente defendeu durante a campanha, pelos nossos valores e nossos municípios. Trabalhamos muito para reeleger o presidente Bolsonaro, não tivemos êxito, foi uma eleição muito difícil. Consideramos que foi uma eleição, meio injusta, onde parecia que parte do judiciário estava contra o Bolsonaro. Já durante os 4 anos teve isso. Mas agora é bola para e frente. Ele (Bolsonaro) elegeu muita gente Brasil à fora.  Vamos fazer oposição a esse governo, que já está nos deixando muito preocupados”.

Estatuto do desarmamento

“O primeiro ato dele (Lula) não foi novidade, pois prometeu a campanha toda. Foi revogar os decretos do presidente Bolsonaro. Ele ainda instituiu a criação de um grupo de trabalho que vai vir como uma nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento. A gente até fez uma reunião na Assembleia Legislativa com os proprietários dos clubes de tiro e lojas, porque cresceu muito esse setor e gerou muito emprego. O Estatuto do Desarmamento nunca desarmou o bandido, desarmou o cidadão de bem e os números mostram isso. Agora vamos esperar o que virá desse grupo de trabalho que pode ser pior ou melhor”.

Julia ainda prossegue no assunto alegando que muitos empresários vão sair prejudicados. “É muito preocupante. As pessoas que investiram nisso, empresários, enfim, quem comprou algumas armas, fica nessa insegurança jurídica. Esse já é um segmento que atua dentro de uma insegurança jurídica, por que é decreto e não lei. Agora a nossa esperança é com a base forte que nós fizemos, se todos se mantiverem dentro daquilo que foram eleitos para tal a gente pode, talvez, evoluir na questão legislativa que daria mais segurança. Até irei dar uma informação em primeira mão. O Eduardo Bolsonaro me ligou para dizer que no dia 2 (fevereiro), nós vamos fazer uma reunião em Brasília, com esse segmento, ou seja, lojistas e donos de clube de tiro do Brasil todo, porque essa é uma preocupação muito grande nossa. É uma pauta que eu defendi muito, pela questão da liberdade, da legítima defesa e também porque são pessoas que investiram e empregaram gente. Estamos falando de comida na boca de quem está empregado”.

Onda Bolsonaro

Júlia que obteve 111 mil 588 votos e foi a sexta deputada federal mais votada no Estado de Santa Catarina, falou sobre a onda Bolsonaro e também sobre fidelidade. “Ficou um recado muito claro nessa eleição. Aqueles que traíram o Bolsonaro foram humilhados nas urnas. Muitos foram eleitos pela onda Bolsonaro e ficaram fazendo média com o outro lado e acabaram ficando sem um, nem outro. Tem que ter um posicionamento e hoje a política exige isso muito mais”.

Governo Bolsonaro

A deputada federal ainda avaliou o mandado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Ele estava lutando contra um sistema inteiro. Ele deixou as contas em dia, resgatou o patriotismo que fazia muito tempo que o brasileiro não tinha. Ele ajudou a eleger muitas pessoas. Eu tive a confiança do filho dele e tive a confiança dele, desde a época que fui candidata à prefeita de Criciúma. Claro que ninguém é perfeito e se teve erros vamos corrigir. Eu só tenho em mente a palavra obrigado ao presidente Bolsonaro e quero que ele continue a nos liderar”.

Risco de prisão

“Não há crime algum para ele ser preso, mas no Brasil hoje está havendo uma censura; uma perseguição. Eles querem deixar ele inelegível, está muito claro isso para mim. Não sei se eles teriam essa coragem de prendê-lo, não seria bem coragem a palavra, eles vão deixar o pessoal revoltado. Mas eu penso que o objetivo maior deles hoje é deixar o Bolsonaro inelegível”.        

Confira a entrevista na íntegra: