Sem reajuste do contrato IMAS e governo do Estado não chegam a acordo e Estado não pagou atendimento Covid que está na justiça, deputado Fabiano da Luz quer CPI para investigar contratos sem licitação no governo do Estado
Quando se fala em Hospital Regional de Araranguá, parece que tudo está às mil maravilhas e que o relacionamento do IMAS com o governo do Estado também acontece da melhor forma possível. Venho notando, que após a saída de secretária Carmem Zanoto, a atenção e os possíveis avanços no HRA, não foram mais discutidos. Mesmo assim, o hospital continuou fazendo a sua parte, fazendo girar a roda da saúde em nossa região.
Pistas
Durante entrevista recente no programa Dia a Dia com o diretor do IMAS, Dr Robson Schmitt, o questionei sobre a falta de novas perspectivas em termos e avanços em outras especialidades e referências. Se limitou a dizer que as propostas de avanços do IMAS em relação ao HRA já haviam sido apresentadas ao governo e que depende, dele, governo, que é dono do hospital, decidir sobre implantar, ou não. Foi uma pista para que se pudesse entender que algo estava errado no relacionamento entre IMAS e Governo, leia-se, novo secretário de Saúde.
Expôs
Ontem no programa Dia a Dia, o diretor do Hospital Regional, Kristian Souza, expôs a situação grave pela qual está passando o hospital. O contrato e gestão está sem qualquer reajuste, desde antes de ter sido renovado no governo atual. O governo deve mais de R$ 14 milhões ao IMAS, ainda dos atendimentos e UTIS que funcionaram durante a pandemia do Covid. O IMAS teve que recorrer à justiça para receber, o que ainda não aconteceu. Ao na conceder reajustes ao contrato de gestão, e o governo reconhece que é necessário, deixa o IMAS numa situação de ter que bancar procedimentos e arcar com algumas contas que não são de sua competência, para manter o hospital em funcionamento.
Preocupante
Tal situação é preocupante, pois tudo tem limite, até a irresponsabilidade de um governo e de seu secretário de Saúde. Logo à frente entra em discussão o acordo coletivo de trabalho dos servidores da Saúde e o IMAS não terá como bancar qualquer aumento, que certamente será negociado. A direção vem se virando nos trinta para manter os pagamentos de fornecedores e até a folha de pagamento em dia. O problema é que o fôlego vai acabar.
Desrespeito
Mas a cereja do bolo foi o secretário estadual de Saúde, abrir agenda para a direção do IMAS, para discutir a situação, e nem sequer receber ou cumprimentar os presentes para a audiência. Segundo relato de quem estava na sala de espera, o secretário, Diogo Demarchi Silva abriu a porta de seu gabinete, perguntou se quem alí estava era do Oeste e ante a informação de eram do Sul ele fechou a porta e não saiu mais. A falta de respeito do governo Jorginho Mello com a nossa região é gritante.
Casca do ovo
Na verdade, o relacionamento entre IMAS e o governo do Estado está tão forte quanto uma casca de ovo. Numa das discussões sobre o aumento do contrato de gestão, foi sugerido que o IMAS desistisse do contrato, e que uma nova licitação fosse aberta. O IMAS tinha dois caminhos, rescindia o contrato, ou pagava para ver. Decidiu ficar e discutir, pois, abrir mão do contrato significaria não retornar mais ao comando do hospital, o que está claro, é a intenção do governo. Ao que parece, o atual secretário veio com a missão de abrir espaço para outra instituição, que já se sabe até de onde é, para administrar o hospital.
Lembram
Neste momento, precisamos lembrar que entre as instituições que já passaram pela administração do HRA esteve o SPDM, de São Paulo, e deu no que deu. Esse hospital já esteve fechado, queremos que ele volte ao que era antes. Se nos serve, que deixemos a natureza seguir seu curso, se não nos serve, lutemos para que não aconteça, porque depois das portas arrombadas, de nada adiantam as portas de ferro.
CPI
O deputado estadual Fabiano da Luz, do PT catarinense, defendeu na manhã de hoje durante entrevista à Rádio Araranguá, a formação de uma CPI para investigar contratos sem licitação no governo do Estado. O deputado citou vários contratos na Saúde e na Educação, onde acordos milionários foram assinados sem licitação. Lembrou que contratos assim são permitidos, quando existe uma justificativa, como a pandemia da Covid, por exemplo. O Ministério Público já determinou o cancelamento de alguns contratos e já houve demissão no governo devido à situação.
Exemplo
Fabiano da Luz lembrou do exemplo do caso dos respiradores, que quase levou a cassação do ex-governador Carlos Moisés e se tratava de R$ 33 milhões. O deputado estranha que agora as contratações sem processo licitatório ultrapassam R$ 1,6 bilhão, e não existe qualquer reação na Assembleia Legislativa. Além da cobrança feita na tribuna, o deputado já está colhendo assinaturas para abrir a CPI, mas terá que contar com deputados ditos de situação.









