Política Sem reajuste do contrato IMAS e governo do Estado não chegam a acordo e Estado não pagou atendimento Covid que está na justiça, deputado Fabiano da Luz quer CPI para investigar contratos sem licitação no governo do Estado

Sem reajuste do contrato IMAS e governo do Estado não chegam a acordo e Estado não pagou atendimento Covid que está na justiça, deputado Fabiano da Luz quer CPI para investigar contratos sem licitação no governo do Estado

28/11/2024 - 07h44

Quando se fala em Hospital Regional de Araranguá, parece que tudo está às mil maravilhas e que o relacionamento do IMAS com o governo do Estado também acontece da melhor forma possível. Venho notando, que após a saída de secretária Carmem Zanoto, a atenção e os possíveis avanços no HRA, não foram mais discutidos. Mesmo assim, o hospital continuou fazendo a sua parte, fazendo girar a roda da saúde em nossa região.

Pistas

Durante entrevista recente no programa Dia a Dia com o diretor do IMAS, Dr Robson Schmitt, o questionei sobre a falta de novas perspectivas em termos e avanços em outras especialidades e referências. Se limitou a dizer que as propostas de avanços do IMAS em relação ao HRA já haviam sido apresentadas ao governo e que depende, dele, governo, que é dono do hospital, decidir sobre implantar, ou não. Foi uma pista para que se pudesse entender que algo estava errado no relacionamento entre IMAS e Governo, leia-se, novo secretário de Saúde.

Expôs

Ontem no programa Dia a Dia, o diretor do Hospital Regional, Kristian Souza, expôs a situação grave pela qual está passando o hospital. O contrato e gestão está sem qualquer reajuste, desde antes de ter sido renovado no governo atual. O governo deve mais de R$ 14 milhões ao IMAS, ainda dos atendimentos e UTIS que funcionaram durante a pandemia do Covid. O IMAS teve que recorrer à justiça para receber, o que ainda não aconteceu. Ao na conceder reajustes ao contrato de gestão, e o governo reconhece que é necessário, deixa o IMAS numa situação de ter que bancar procedimentos e arcar com algumas contas que não são de sua competência, para manter o hospital em funcionamento.

Preocupante

Tal situação é preocupante, pois tudo tem limite, até a irresponsabilidade de um governo e de seu secretário de Saúde. Logo à frente entra em discussão o acordo coletivo de trabalho dos servidores da Saúde e o IMAS não terá como bancar qualquer aumento, que certamente será negociado. A direção vem se virando nos trinta para manter os pagamentos de fornecedores e até a folha de pagamento em dia. O problema é que o fôlego vai acabar.

Desrespeito

Mas a cereja do bolo foi o secretário estadual de Saúde, abrir agenda para a direção do IMAS, para discutir a situação, e nem sequer receber ou cumprimentar os presentes para a audiência. Segundo relato de quem estava na sala de espera, o secretário, Diogo Demarchi Silva abriu a porta de seu gabinete, perguntou se quem alí estava era do Oeste e ante a informação de eram do Sul ele fechou a porta e não saiu mais. A falta de respeito do governo Jorginho Mello com a nossa região é gritante.

Casca do ovo

Na verdade, o relacionamento entre IMAS e o governo do Estado está tão forte quanto uma casca de ovo. Numa das discussões sobre o aumento do contrato de gestão, foi sugerido que o IMAS desistisse do contrato, e que uma nova licitação fosse aberta. O IMAS tinha dois caminhos, rescindia o contrato, ou pagava para ver. Decidiu ficar e discutir, pois, abrir mão do contrato significaria não retornar mais ao comando do hospital, o que está claro, é a intenção do governo. Ao que parece, o atual secretário veio com a missão de abrir espaço para outra instituição, que já se sabe até de onde é, para administrar o hospital.

Lembram

Neste momento, precisamos lembrar que entre as instituições que já passaram pela administração do HRA esteve o SPDM, de São Paulo, e deu no que deu. Esse hospital já esteve fechado, queremos que ele volte ao que era antes. Se nos serve, que deixemos a natureza seguir seu curso, se não nos serve, lutemos para que não aconteça, porque depois das portas arrombadas, de nada adiantam as portas de ferro.

CPI

O deputado estadual Fabiano da Luz, do PT catarinense, defendeu na manhã de hoje durante entrevista à Rádio Araranguá, a formação de uma CPI para investigar contratos sem licitação no governo do Estado. O deputado citou vários contratos na Saúde e na Educação, onde acordos milionários foram assinados sem licitação. Lembrou que contratos assim são permitidos, quando existe uma justificativa, como a pandemia da Covid, por exemplo. O Ministério Público já determinou o cancelamento de alguns contratos e já houve demissão no governo devido à situação.

Exemplo

Fabiano da Luz lembrou do exemplo do caso dos respiradores, que quase levou a cassação do ex-governador Carlos Moisés e se tratava de R$ 33 milhões. O deputado estranha que agora as contratações sem processo licitatório ultrapassam R$ 1,6 bilhão, e não existe qualquer reação na Assembleia Legislativa. Além da cobrança feita na tribuna, o deputado já está colhendo assinaturas para abrir a CPI, mas terá que contar com deputados ditos de situação.