DEMUTRAN responde críticas sobre trânsito e vereadores querem audiência pública com CCR ViaCosteira e DNIT
Recebi e registro, resposta do departamento de trânsito da prefeitura de Araranguá, sobre as críticas feitas pelo vereador Márcio Mano na última sessão. O vereador reclamou as negativas de Sandro Xavier sobre pedidos de lombadas e placas de pare. A resposta veio apenas sobre o questionamento do vereador em relação ao trevo alemão de acesso à balsa. Segundo o que repassou o chefe de gabinete Sandrinho Ramos, o local já estava regulamentado, mas que solicitou a substituição, da placa de preferencial por pare, o que será feito até terça-feira da próxima semana.
Problema
Na verdade, Sandro Xavier tem total conhecimento sobre as leis de trânsito, mas ele precisa adequar algumas situações, as necessidades de nossa cidade. Ser mais flexível e nem tanto taxativo em suas posições. O caso do trevo alemão de acesso a balsa, é mais um, onde a legislação foi aplicada, o pedido do vereador foi para mudar a placa de preferência por pare. Ele alega que já havia acertado com Mano que trocaria a placa e não entende por que das críticas. A pintura de pare no asfalto precisa ser acompanhada da placa. Primeiro porque a tinta vai desaparecendo aos poucos, segundo, porque em noite de chuva, fica difícil enxergar o pare pintado no asfalto. Assim, o mais recomendável, seria, pintar o pare no chão e colocar ainda a placa de pare. É difícil entender e atender? Aqui no encontro da Avenida Padre Antônio Luís Dias, com a Caetano Lummertz foi o mesmo caso. Primeiro as placas de pare estavam atrás das placas do estacionamento rotativo. Agora, depois da reforma da rua, as placas de pare foram retiradas e ficou apenas a pintura de pare no asfalto. Já observei que alguns acidentes quase aconteceram no local, inclusive comigo.
Negou
Na manhã de hoje Xavier ainda insistiu que as placas estavam lá, mas cedeu depois que enviei fotos a ele comprovando o que estava afirmando. Ato contínuo, as placas magicamente foram colocadas ainda na manhã de hoje.
Lombadas
Quem me acompanha aqui, sabe que sou crítico ao número de lombadas que temos em nossa cidade. Se todos os pedidos de lombadas que chegam à Câmara e ao departamento de trânsito forem implantas, a gente não conseguirá mais andar na cidade e certamente o socorro a acidentes e incêndios ficariam prejudicados. Mas em alguns casos, é necessário para salvar vidas. É o caso do encontro das avenidas, Paraiso e Lorena Kretschmer no bairro Arapongas. Vários acidentes graves já aconteceram no local. Tá bom, eu sei, as placas de pare, ou de preferencial estão ali, os motoristas não observam, mas não é por isso que vamos ignorar que vidas podem se perder ali. Custa muito colocar duas lombadas na avenida Lorena Kretschmer, deixando a Paraíso como preferencial, até porque as ambulâncias que vão para o HRA passam por ali?
Caso concreto
Na rua Amara Pereira com a Iraci Luchina está um exemplo. Ali também havia placas de pare na Iraci Luchina, e mesmo assim, vários acidentes ocorriam naquele local, sem que providências fossem tomadas. Precisou acontecer algumas mortes, para que duas lombadas fossem colocadas na Amaro Pereira. Vale registrar, que depois da colocação das lombadas, mais nenhum acidente aconteceu naquele local.
Ostensividade
Pelo que sei quando existem problemas de acidentes, se a sinalização prevista da legislação não resolver, uma sinalização ostensiva, deve ser implantada pera evitar novos acidentes ou mortes, afinal de contas, é para isso que existe um órgão de trânsito.
Audiência pública
Câmara de Vereadores de Araranguá pode fazer uma audiência pública para chamar a CCR ViaCosteira para apresentar as principais reivindicações das comunidades lideiras a BR-101. Com vários problemas, causados por ações da concessionária, que vem impondo aos moradores situações indesejadas, e sem soluções, a empresa desconhece os pedidos feitos por vereadores, que representam a população. Segundo relatos feitos na última sessão, nem mesmo resposta, se sim, ou se não, os vereadores estão recebendo.
Mesmo caso
Seria o mesmo caso do DNIT-SC, que também não faz andar o processo de municipalização do antigo leito da BR-101 em Araranguá. O prefeito Cesar Cesa já foi a sede do DNIT em Florianópolis várias vezes, sem resposta. Ali existe ainda o problema de alagamento da empresa Pagé, e de outras empresas, que precisa ser resolvido, mas sem sucesso. A cada viagem, uma nova exigência ou questionamento. Por fim exigiram até sondagem do solo, que também foi.
Projeto e verba
Neste caso, a prefeitura já pagou o projeto e tem verba para realizar a obra, mas, mesmo assim, o processo não anda no DNIT. Os vereadores e a administração municipal já estiveram em Brasília, onde também não conseguiram as respostas desejadas. A direção da empresa Pagé, estuda a possibilidade de trocar Araranguá por outra cidade, onde não tenha que passar por problemas de inundação.
Casos diferentes
Na verdade, são dois casos diferentes. No caso da CCR ViaCosteira, parece que estamos batendo em porte errada. Ela é uma empresa privada, que venceu uma licitação e tem um contrato em vigor e que está cumprindo, exatamente o que prevê o contrato. No caso, a ANTT deveria ser procurada para apresentar nossas demandas. Claro, que por educação e bom relacionamento, a CCR bem que poderia, pelo menos, responder aos questionamentos, mas não o faz. Quando de uma discussão em Maracajá, sobre a mão única nas laterais da BR-101, a empresa deixou claro que estava cumprindo o que está no contrato e que qualquer mudança, deveria passar pela ANTT. No caso do DNIT, salvo melhor juízo, incompetência, ou questões políticas, podem estar atrapalhando o processo. Só que neste caso, não se trata de uma empresa privada, mas de um órgão, que deveria servir aos pagadores de impostos, que somos nós, principalmente, quando o problema já vem com a devida solução, como é o caso em tela. Imaginem, se nem mesmo assim não estamos sendo atendidos, imaginem se não tivéssemos projeto, nem verba para realizar a obra?













