Deputado catarinense será membro da CPI que trata de manipulações dos jogos de futebol no Brasil
Após uma operação do Ministério Público de Goiás, inúmeros jogadores de futebol foram descobertos em esquemas de apostas. A ação que começou na região no Centro–Oeste se espalhou por todo o país, o que resultou em inúmeras operações. Para tratar dessa questão, a Câmara de Deputados instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que terá entre seus membros o deputado federal, Daniel Freitas (PL) de Santa Catarina.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, Daniel falou sobre a CPI.
“Nessa quarta-feira foi instalado três CPIs na Câmara Federal, a qual o partido liberal me escalou para ser um dos representantes na que trata das manipulações dos jogos de futebol no Brasil. Os trabalhos devem iniciar na próxima semana. Essa iniciativa para criar a CPI, partiu das investigações feitas pelo Ministério Público de Goiás, que levantaram suspeitas desses resultados. Com isso, os parlamentares irão apurar irregulares cometidas. A comissão vai apurar a manipulação dos resultados. Foi escolhido como presidente o deputado Júlio Arcoverde (PP) e a relatoria ficou por conta do deputado Felipe Carreras. Eu estarei lá representado Santa Catarina e vamos trabalhar fundo para levantar todos os dados de fato”, ressaltou Daniel.
A CPI
“A CPI a gente sabe como ela começa, mas não sabemos como vai terminar. Temos um prazo de 120 dias que são prorrogáveis em mais 60 dias se assim a maioria dos membros decidirem. Nesse momento temos que dar o start e ir convocando, trazendo dados e informações. As sessões vão começar pelo que já existe e a partir daí, vamos puxando esse novelo de lã”, explicou o deputado.
Taxação das apostas
“O governo federal pretende taxar as apostas esportivas como uma forma de compensar as perdas que terá com o aumento da taxa de isenção do imposto de renda. Eles querem descobrir o santo para cobrir outro e tudo isso vai envolver a CPI. O mercado do futebol incluí muitas empresas. Todos os 20 clubes da série A, tinham patrocínio de casas de apostas. O mercado do futebol movimenta R$ 50 bilhões por ano no Brasil, já o mercado de apostas esportivas, movimenta R$ 150 bilhões, sendo o triplo. Desta forma a regularização dessas apostas gerariam aproximadamente R$ 15 bilhões por ano, em impostos para o país”, acrescentou Daniel.
Operação Penalidade Máxima
“São mais de 60 jogadores que foram citados de alguma forma nessa investigação, operação penalidade máxima. A operação já está na segunda fase e 15 jogadores viraram réu na justiça de Goiás, outros 4 fizeram acordo de colaboração e agora são testemunhas, além de outras pessoas que foram denunciadas. Com isso, vamos iniciar por aí e certamente será um trabalho árduo, mas que resultará em um resultado muito bom para o país”, finalizou o deputado.













