Orçamento de Araranguá para 2025 chega à Câmara de Vereadores, Lena Périco e Jair Anastácio falam sobre a não reeleição e Rádio Araranguá se posiciona sobre ação de Andresa e Tubinho, que pedia a cassação de Cesar e Tano
Deu entrada na sessão de ontem na Câmara de Vereadores de Araranguá o orçamento do município de Araranguá para 2025. A peça orçamentária chega à Câmara e já foi anunciado que será votada na próxima quarta-feira. O tempo será suficiente para que os vereadores possam estudar o orçamento e possivelmente apresentar emendas. O Orçamento total do município de Araranguá para o exercício de 2025, estima uma receita de R$ 286.114.312,04, fixando a despesa no mesmo valor, distribuído nos diversos órgãos e unidades orçamentárias da Administração Direta e Indireta.
Despedida I
Logo na primeira sessão após as eleições, a vereadora Lena Périco falou sobre sua decepção em não ter sido reeleita. Mas disse estar com a certeza do dever cumprido em relação a seu mandato e de ter feito o melhor que pode, ajudando a administração a construir uma cidade melhor. Lena disse que após o término de seu mandato, vai voltar para a família, a quem vai se dedicar mais. A vereadora finalizou afirmando que “A câmara não terá mais um gabinete com o toque feminino e espero que vocês honrem as calças que vestem nesta casa”.
Despedida II
Já o vereador Jair Anastácio, agradeceu aos votos recebidos e também lamentou não ter sido reeleito. Para o vereador, o trabalho em seu mandato foi feito e exerceu a vereança conforme sua visão política e de ajuda as pessoas e comunidades. O vereador disse que ainda vai avaliar se tentará outro mandato, mas disse que vai continuar fazendo política em outros segmentos, que não a política partidária no momento. Jair Anastácio deixo claro também que não se afastará totalmente da política e que vai avaliar possíveis erros.
Agradecimento
Já o vereador Samuel Duarte Nunes, o Samuca, agradeceu a votação recebida nas eleições e que lhe proporcionaram um novo mandato. Agradeceu aos assessores e disse estar preparado para exercer um novo mandato. Samuca disse que quer continuar o trabalho para ajudar a cidade acrescer e se firmar como polo de nossa região.
Corredores
Muito embora a eleição seja recente, nos corredores da câmara já começam a se ouvir conversas sobre a presidência. Com maioria absoluta, a situação pode até tentar repetir o que foi feito nesta legislatura, onde um acordo permitiu que quatro vereadores pudessem exercer a presidência, ficando cada um durante um ano no comando do legislativo.
Retrovisor
A eleição terminou e é preciso olhar pelo retrovisor, para fazer uma avaliação de um discurso que pregou durante toda a campanha “Deus, Pátria e Família”. Durante toda a campanha, Andresa Ribeiro do PL e Márcio Tubinho do PP, se adonaram da moral e bons costumes, como se isso fosse uma qualidade, não encontrada nas demais candidaturas, e como se não fosse uma obrigação de todos os cidadãos. Por outro lado, o discurso não desceu do palanque, uma vez que durante a campanha, uma acusação mentirosa, e sem fundamento, acusou uma família, mais do que isso, utilizou uma foto de família reunida durante um casamento para fazer uma acusação grave e descabida. Além de atingir uma família, ainda colocou em dúvida a idoneidade, a credibilidade de uma senhora, que vem a 75 anos prestando serviço à população de Araranguá, a rádio Araranguá, de cujo espaço Andresa Ribeiro, como coordenadora regional de Saúde e como candidata, desfrutou e elogiou, e que Márcio Tubinho, como vereador, e por último como presidente da câmara de vereadores, e também como candidato, desfrutou e elogiou.
Do que trata
A introdução se trata de uma ação de investigação judicial eleitoral, assinada Por Andresa Ribeiro e Márcio Tubinho, contra o prefeito Cesar Cesa e seu vice Cristiano da Silva Costa, o Tano, apresentando como interessado a Rádio Araranguá FM, na qual pedia a cassação do registro da candidatura de Cesar e Tano por abuso do poder econômico, por usar indevidamente os meios de comunicação, mas citando somente a Rádio Araranguá.
O fato
Foram dois os fatos apresentados como justificativa para a apresentação da ação. Um vídeo sobre as obras da praça Hercílio Luz, divulgado por mim aqui no programa, em cuja narrativa me restringi em apenas citar o andamento das obras e a possibilidade de instalar na praça um terminal urbano. E uma informação, a que tive acesso com exclusividade, falando sobre a empresa que venceu a licitação para a compra dos Dinossauros que serão colocados no Parque Belinzoni. Durante minha fala, apresentei um vídeo, no qual aparecem os dinossauros articulados em movimentos e emitindo sons. Também nesta narração, não fiz nenhuma alusão a administração municipal, menos ainda de cunho eleitoral. Mas foi a acusação.
Alto preço
Ao mesmo tempo em que elogiaram a audiência do programa, bem como o alcance da rádio Araranguá através de suas redes sociais, a penalizaram por isso, tentando nos fazer pagar um alto preço, deixando de lado todos os demais veículos de imprensa, que também divulgaram os fatos, cada um de sua forma. Elogiaram a qualidade do vídeo feito na praça, como se tivesse sido feito “Por profissional”, como se tivesse sido pago. Sobre a acusação, informo humildemente, que o vídeo da praça foi feito por mim, com meu celular e editado por mim no meu computador com o Vegas Pro desprovido, portanto, de qualquer profissionalismo em audiovisual, mas com conteúdo profissional. Covardemente, não entraram com a ação contra a Rádio Araranguá, que, em tese, teria sido a causadora do alegado ilícito, que nem de longe foi cometido. Se acusaram o prefeito de abuso do poder econômico, por óbvio que nos acusaram de termos sido comprados, tentaram colocar por terra nossa credibilidade como veículo de imprensa, e a mim, de forma particular, porque fiz as duas reportagens. Sem dúvidas é a forma mais cruel, vil e covarde, de se tentar obter algo que está distante, através de outros meios, duvidando da idoneidade de pessoas e de uma empresa com 75 anos de serviços prestados a uma cidade e uma região.
Elogios
Sempre ouvi da Andresa e Tubinho, elogios a postura da Rádio Araranguá e a minha postura aqui nesta bancada como apresentador. Após o último debate, já com a ação em curso, Andressa se dirigiu a mim e disse. “De você eu quero um abraço, sabes que te respeito e sei de tua importância”. Parece que esqueceu disso, no momento em que autorizou o ingresso da ação. Também deve ter esquecido, e jogado no lixo o lema de campanha, Deus, Pátria e Família. Ao mesmo tempo em que em nosso microfone reclamou de ataques a sua família em especial a seu esposo, não se importou em estampar uma foto de família em uma ação mentirosa para alcançar seus objetivos. Parece que apenas a sua família importa. E o que falar da aludida cristandade, será que o evangelho prega a calúnia, a difamação para a obtenção de seus objetivos. O Cristo que eu conheço, nunca pregou tal atitude, bem ao contrário. A acusação de ser parcial, citando duas matérias por mim apresentadas aqui neste espaço, também me colocou no mesmo patamar como apresentador, ou seja, os mesmo que sempre desfrutaram e elogiaram, passaram a pensar diferente, por causa da eleição?
Outros veículos
Engraçado, que a informação sobre a reforma da praça Hercílio Luz e a compra dos dinossauros pela administração foi divulgada por outros órgãos de imprensa, mas parece que não interessou, nem resultou em qualquer tipo de represália ou acusação, somente a Rádio Araranguá não poderia ter falado. Por quê? Por causa da família?
Acusação
A acusação assinada por Andresa Ribeiro e por Márcio Tubinho, segue a linha da covardia, uma vez que acusa o prefeito Cesar de abuso do poder econômico, pedindo a cassação da candidatura, mas não acusa diretamente à Rádio Araranguá, sem o que, não haveria qualquer crime. Perante o saber jurídico, como é possível acusar alguém de abuso do poder econômico numa eleição, citando matérias que foram ao ar no veículo em questão, sem que o veículo seja condenado?
Decisão
Em sua sentença, o Juiz eleitoral Gustavo dos Santos Motola, deixa claro que sua decisão, não passaria pelo crivo familiar, mas tecnicamente sobre se a Rádio cometeu o crime eleitoral, ou não e se houve a aludida participação do prefeito e do vice. Diz em sua decisão, que “Afasto preliminar de ilegalidade, invocando para tanto a manifestação do Ministério Público Eleitoral”. Em sua manifestação o Ministério Público eleitoral apresenta parecer em que afirma que “no caso em apreço, observa-se que, conquanto as ações que figuram como objeto da investigação não tenham sido praticadas pelos representados, delas, em tese, poderiam se beneficiar, caso demonstrada a utilização indevida dos meios de comunicação social em benefício de candidatos consoante o que prevê o artigo 22 caput da lei complementar número 64 de 18 de maio de 1990”.
Não houve o fato
O juiz eleitoral segue ao anunciar sua decisão ao afirmar que “No mérito não vejo abuso de poder”. Também justifica que não é pelo fato de estarmos num período eleitoral que a imprensa está impedida de informar a população quanto à fatos relevantes, ainda que decorrentes de ato da administração de candidato à reeleição. No caso, tanto da aquisição dos dinossauros, quanto o estágio da obra da praça central da cidade, são fatos relevantes e de interesse jornalístico, portanto atuais e que foram noticiados com objetividade, sem nem mesmo menção ao nome dos candidatos. Aliás, nos vídeos existe uma única menção a administração municipal, que é muito breve, apenas informa a pretensão de realização de estudo para a colocação de um terminal urbano na praça. Segue o juiz eleitoral em sua decisão, afirmando que “não vejo propagada política ou ainda intenção de favorecer determinado candidato. A intenção foi apenas a de informar a população sobre fatos relevantes. Ante aos fatos, julgo improcedente o pleito”.
Sem recurso
A petição apresentada foi tão frágil e mal fundamentada, que nem mesmo se deram ao trabalho de recorrer da decisão em primeira instância, tendo assim transitado em julgado.
Alma lavada
A observação do Ministério Público Eleitoral sobre o fato e a decisão do juiz eleitoral, lava a minha alma e da Rádio Araranguá enquanto homem e veículo de imprensa.
Cidade em preto e branco
A postura dos dois candidatos, Andresa Ribeiro e Márcio Tubinho, em especial da candidata, durante o período eleitoral, pintou a cidade em preto e branco, se manifestando contra flores e vasos, contra obras aprovadas pela população, contra a revitalização de espaços velhos, carcomidos pelo tempo e que estão servindo como área de lazer para as famílias. Apresentaram dados manipulados sobre saúde, não escapando nem mesmo os cemitérios. Atacar exatamente o que a população aprova na administração, não é inteligente e nem de longe o melhor caminho e para chegar a essa conclusão, basta olhar os números da eleição.
Reprovado
O resultado também mostrou que o PP foi reprovado por seus eleitores que não aceitaram o fato de não ter candidato a prefeito, prejudicando assim as candidaturas a vereador. Ainda conseguiu a duras penas manter duas cadeiras no legislativo.
Bolsonaristas
Na verdade, os números da eleição deixam claro que a mensagem dos demais candidatos foi severamente rejeitada pela população e pelos eleitores. Um dos candidatos apresentou uma cidade com crianças famintas e mães com seios secos, desnutridas. Ridicularizou todas as iniciativas da administração em relação ao turismo, o que resultou no maior fracasso eleitoral da história da cidade. Votação pífia, deu traço nas pesquisas e não chegou sequer a 1% dos votos. Já os ditos Bolsonaristas, que por incompetência, se apegaram a um nome nacional como bengala, julgaram isso que seria suficiente para ganhar uma eleição para prefeito. Ledo engano. Não elegeram sequer um vereador. Para ganhar uma eleição municipal, mais do que discurso, e apoio de um nome nacional, é preciso trabalho, trabalho, trabalho, propostas e competência comprovada. Pela falta de apoio popular e de eleitores, por tudo o que apresentaram durante a campanha, sobretudo pelos números de votos conquistados, e o covarde ataque a um órgão de imprensa e a uma família, certamente Bolsonaro e Jorginho Mello devem estar com vergonha, de candidatos que no palanque apregoaram Deus Pátria e Família. Rever conceitos é sempre uma possibilidade, mas neste caso, não vamos seguir as escrituras, não vamos dar a outra face não, porque a acusação foi seria e se doeu em nós, que doa também em quem nos causou o sofrimento.









