Secretária de Estado da Educação comemora avanço no IDEB e destaca desempenho das escolas estaduais de Araranguá
Santa Catarina alcançou resultados históricos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgado na quarta-feira, dia 5, consolidando-se entre os estados com melhor desempenho do país.
Em entrevista ao jornalista Lucas Casagrande, a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, destacou que o Estado aparece em posições de destaque nos anos iniciais, anos finais e ensino médio, reflexo de uma série de políticas públicas implementadas nos últimos 14 meses.
Segundo a secretária, Santa Catarina conquistou o 3º lugar nacional nos anos iniciais, o 4º lugar nos anos finais e promoveu um dos maiores avanços do país no ensino médio, saindo da 17ª para a 7ª colocação nacional.
“Santa Catarina figura entre os estados brasileiros, tanto nos anos iniciais, quanto nos anos finais e no ensino médio, em posições destacadas. No ensino médio, que é um desafio para o Brasil, sobretudo em Santa Catarina, reduzimos muito a evasão, aumentamos a participação dos estudantes e saímos de 17º para o 7º lugar. Santa Catarina vive a colheita de ótimos resultados no desempenho escolar”, afirmou.
Luciane ressaltou que o IDEB segue padrões internacionais de avaliação, medindo o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, além dos índices de aprovação, tornando-se uma importante ferramenta para orientar políticas públicas.
“O IDEB segue os padrões internacionais. É uma avaliação que precisa ser muito considerada para apoiar a tomada de decisão com relação às políticas públicas”.
Escolas da região de Araranguá figuram entre os destaques
A secretária fez questão de destacar o desempenho das escolas da Coordenadoria Regional de Educação de Araranguá, especialmente da Escola de Educação Básica Dolvina Leite de Medeiros, localizada no bairro Urussanguinha.
Segundo ela, a unidade obteve uma das melhores notas do Estado tanto nos anos finais do ensino fundamental quanto no ensino médio.
“Quero destacar a participação das escolas da Coordenadoria Regional de Araranguá. Tivemos um destaque muito grande das nossas escolas e a Dolvina Leite Medeiros teve uma das melhores notas no ensino médio e também nos anos finais. Temos que celebrar o desempenho das nossas escolas estaduais da região”.
Diagnóstico permanente e simulados impulsionaram os resultados
Luciane Ceretta explicou que uma das primeiras ações ao assumir a Secretaria de Estado da Educação foi realizar um amplo diagnóstico da aprendizagem dos estudantes.
A partir desse levantamento, foram aplicados simulados periódicos para identificar as principais dificuldades em Matemática e Língua Portuguesa.
“Aplicamos três simulados e identificamos os componentes curriculares de maior deficiência. Construímos um programa de fortalecimento e recomposição da aprendizagem, aluno por aluno. Isso melhorou muito a capacidade de aprendizagem dos estudantes e o desempenho na prova”.
Além disso, a secretária destacou que os simulados também familiarizaram os alunos com o formato da avaliação nacional, aumentando a confiança durante a realização do exame.
Outro fator apontado foi o crescimento da participação das escolas catarinenses. “Em 2023 tivemos cerca de 700 escolas participando. Em 2025 foram mais de 920 escolas. Hoje praticamente a totalidade das nossas 1.038 escolas participou do processo”.
Formação de professores e valorização profissional
Outro eixo considerado decisivo para o avanço dos indicadores foi o investimento na formação continuada dos professores.
A Secretaria criou uma Escola de Formação de Professores e passou a oferecer qualificação permanente voltada às necessidades identificadas nas avaliações.
“Fomos qualificando continuamente nossos professores. Também avaliamos que a revitalização das escolas e o início do processo de valorização do professor mobilizaram toda a rede”.
Segundo Luciane, o engajamento das equipes escolares e das famílias também foi essencial para os resultados. “Quem está junto dos estudantes é o professor. Houve um processo de engajamento muito grande das escolas, dos professores, dos diretores, das famílias e dos próprios estudantes”.
Avaliações acontecem durante todo o ano
Durante a entrevista, a secretária comentou que o IDEB não pode ser o único instrumento de acompanhamento da aprendizagem.
Por isso, Santa Catarina implantou um sistema estadual de avaliações periódicas. “Nós fazemos avaliações diagnósticas a cada três meses. Mensalmente fazemos aplicações e, a cada três meses, avaliações completas. O acompanhamento precisa ser permanente. O exame nacional é consequência desse trabalho”.
Ela defendeu que os municípios também adotem sistemas próprios de monitoramento para acompanhar continuamente o desempenho dos alunos.
Tempo integral e ensino técnico são prioridades
Para manter a evolução dos indicadores, a Secretaria aposta na ampliação da educação em tempo integral e do ensino técnico integrado ao ensino médio.
Segundo Luciane, o Estado passou de apenas 17 escolas em tempo integral para mais de 500 unidades, alcançando antecipadamente a meta prevista pelo Plano Nacional de Educação.
“A aprendizagem depende de tempo de estudo, dedicação e ambiente adequado. Já atingimos a meta prevista para dez anos e essa colheita será percebida nas próximas avaliações”.
No ensino médio, o objetivo é ampliar a oferta de cursos técnicos em todas as escolas estaduais. “Nossa intenção é colocar 100% das escolas de ensino médio com ensino técnico integrado, de acordo com as vocações regionais, melhorando também a empregabilidade dos nossos estudantes”.
Dolvina Leite de Medeiros é exemplo da política de tempo integral
Ao comentar o destaque da Escola de Educação Básica (EEB) Profª Dolvina Leite de Medeiros, a secretária afirmou que o resultado comprova os benefícios da educação em tempo integral. “A Dolvinaé um exemplo do que estamos dizendo. O tempo integral se reflete muito. Ela teve o melhor indicador de toda a região nos anos finais do ensino fundamental e também no ensino médio”, concluiu.









