Segurança Sequestradores pediram R$ 11 milhões, mas acabaram liberando a menina após negociação com um advogado

Sequestradores pediram R$ 11 milhões, mas acabaram liberando a menina após negociação com um advogado

24/08/2023 - 09h48

Após trabalho intenso da segurança pública de Santa Catarina, chegou ao fim ontem o sequestro da menina de 11 anos, filha de um empresário de Criciúma. Ela foi levada pelos bandidos quando chegava em casa com o pai do jogo do Criciúma. O crime aconteceu no bairro Pio Corrêa.

Nessa quinta-feira, 24, pela manhã, o delegado Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel deu detalhes da ação.

“Desde que a gente ficou sabendo sobre o fato, na madrugada de ontem eu já havia reportado ao governador Jorginho Mello essa situação. Ele cobrou que nós resolvêssemos o caso e que isso era uma responsabilidade do Estado de Santa Catarina e, por isso, teríamos que entregar essa criança sã e salva para a família. A partir daí nós começamos um trabalho muito intenso com o deslocamento da Delegacia Antissequestro para Criciúma juntamente com a estrutura do laboratório de inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina. A partir desse trabalho, com apoio da Polícia Militar, fizemos a identificação dos suspeitos e ocorreu a prisão de um deles. Diante dessa circunstância, um dos criminosos acabou levando essa menina para o Rio Grande do Sul e através de um trabalho de inteligência nós começamos a monitorar esses indivíduos e iniciamos uma negociação através de um advogado para que entregassem a menina bem”.

Protocolo padrão

“Nosso protocolo, como é padrão da Polícia Civil, nós blindamos a equipe de investigação para que não houvesse nenhuma interferência. A gente não divulga nada na impressa para que o criminoso não fique a nossa frente com informações. O grande objetivo sempre é restituir a vítima com vida e a prisão dos criminosos é uma consequência dessa restituição. Ontem à noite a menina já foi entregue”.

O delegado geral explicou ainda que os bandidos não chegaram a usar um local com cativeiro, pois tiveram que mudar a estratégia. “Quando ocorreu a prisão de um desses indivíduos, eles mudaram toda a lógica. O que foi preso não conhecia todo o trabalho dos criminosos. Quando ele foi preso, os outros resolveram ficar andando com essa menina dentro do carro, no porta malas. Eles foram na direção do Rio Grande do Sul e não chegaram a parar em um cativeiro. Nós já identificamos outros três e vamos agora partir para prender esses indivíduos”.

Os sequestradores chegaram a pedir R$ 11 milhões de resgate, mas o valor não chegou a ser pago. O advogado que auxiliou a polícia, encontrou a menina abandonada na BR-101 em Torres (RS) e entregou a vítima na PRF de Araranguá que logo foi levada para a família.