Delegado Jorge Giraldi sobre possibilidade de atuar novamente em Araranguá: “Eu só não voltei para Araranguá ainda por perseguição”
Após ser empossado vereador, o delegado Jorge Giraldi, concedeu entrevista a Rádio Araranguá na manhã desta quarta-feira, 22, falando sobre o início de seu mandato e sobre a sua carreira na Polícia Civil. Ele relatou desejo de voltar a atuar como delegado de polícia em Araranguá, cobrou da Câmara de Vereadores um memorial do patrimônio da Câmara e reforçou os princípios que o conduziram ao primeiro mandato no legislativo.
“Eu só não voltei para Araranguá ainda por perseguição. Eu fiz quatro pedidos, sou o delegado especial, o mais antigo do sul, eu fiz quatro pedidos e foram negados”, afirmou. Para ele, existe receio do seu retorno. “Por que tem uma meia dúzia de policiais civis que estão com medo que vou fazer com eles trabalhem, do meu jeito, com afinco, não com arbitrariedade, mas cobrar. Delegacia não pode ficar fechada, como eu vejo, as 7 horas da noite”, falou.
Para Giraldi, a perseguição vem também do topo da delegacia-geral. Questionado sobre de onde vem a perseguição, ele respondeu. “Da delegacia-geral. Tem gente que não gosta de mim lá em cima. Se perguntar ao delegado-geral, ele não gosta de mim”, disse, referindo-se ao delegado-geral Ulisses Gabriel.
Fiscalização vai a Câmara de Vereadores
Sobre o início do trabalho no legislativo de Araranguá, ele relatou que ficou decepcionado com a estrutura da Casa. “Estou decepcionado com o que eu vi na Câmara de Vereadores. Não vou aqui culpar o Paulinho, óbvio, vou culpar gestão anterior, sobre como recebi o meu gabinete. Para a gente fiscalizar a casa dos outros, nós temos que arrumar a nossa. Eu recebi meu gabinete sem ar condicionado, coitada está lá suando, computador com problemas e todos os bens sem nenhuma etiqueta”, relatou sobre o patrimônio da Câmara.
Outras medidas também deverão ser adotadas, como alterações ao regimento interno mudando a exigência das vestimentas. “Na primeira sessão vou pedir ao presidente, claro, terá uma votação, que não tem necessidade”, disse referindo-se a exigência de uso de terno e gravara. “Hoje o símbolo da corrupção no Brasil foi feita através da gravata e não de uma arma de fogo. O que destruiu o Brasil é tudo engravatado”, disse.











