Economia Como a venda de uma égua deu espaço a um negócio de sucesso: a Tendência Mulher

Como a venda de uma égua deu espaço a um negócio de sucesso: a Tendência Mulher

10/02/2025 - 10h21

Nesta sexta-feira, 07, o 95.5 Entrevista recebeu a empresária Rejane Ferreira de Souza. Natural de Maracajá ela é filha de agricultores e sempre teve o sonho de empreender. No mercado de trabalho começou ainda muito jovem, buscado independência financeira.

“Meus pais sempre plantaram fumo. Eu tive uma infância muito boa, de muito trabalho, mas foi lá a minha base. Meus pais me ensinaram princípios fortes como caráter e lealdade. Eles eram muito trabalhadores, mas eu olhava aquele cenário e não me imaginava ali, não era isso que eu queria para mim. Mas, era interior e distante de tudo. Pensar na possibilidade de uma faculdade era uma coisa muito distante. Quando chegava no sábado à tarde, quando eu tinha dez, doze anos, eu pegava minha bicicleta e ia vender meus produtos”, conta Rejane.    

Sua primeira experiência no mercado de trabalhou foi, aos 13 anos, como professora do clube de mães de Maracajá, ensinando artesanato e pintura. “Foi muito importante começar cedo. Eu adorava pintar pano de prato. A primeira dama de Maracajá, na época, viu o meu trabalho e veio conversar comigo e me convidou para ser professora do clube de mães”.

Depois, ainda na cidade de Maracajá, foi trabalhar em um posto telefônico, após isso em um salão de beleza e na sequência como monitora de creche. Ela também foi estagiária do Besc e em Araranguá veio a trabalhar na Provenil, uma distribuidora de materiais para fábricas de calçados. Após esse período foi secretaria da Unisul e tempos mais tarde atuou no cartório Ghizzo. Quando estava no cartório uma amiga lhe convidou para montar uma pequena loja na galeria do Scaini, no Arroio do Silva. Montaram em um verão, depois a amiga foi embora e aí nossa convidada resolveu iniciar seu próprio negócio na galeria Brasil, permanecendo no local por dois anos, mas por motivos pessoais acabou vendando a loja.

Casamento e o primeiro filho

Rejane se casou e foi trabalhar no Haras de Araranguá, onde foi instrutora de equitação e ficou na função por aproximadamente 3 anos, quando também ajudou na parte administrativa e financeira e nessa época acabou tendo o seu primeiro filho. Mas; a vontade de empreender novamente ainda falava mais alto. Sem dinheiro para recomeçar, conseguiu vender uma égua do Haras, ganhou a comissão e investiu em sua loja: a Tendência; isso em 2009. Ficava junto com um salão de beleza no edifício Katiusi, apenas com um balcão e uma arara. Após isso, foram inúmeras mudanças de local. Mais tarde a loja já estava situada no calçadão de Araranguá e foram 11 anos nesse espaço. Nesse período foi instalada mais uma filial no município de Forquilhinha e abertas a Tendência Homem e a Tendência Kids. Ela teve seu segundo filho, resolveu vender as lojas e somente ficar com a do calçadão. Agora vai completar dois anos que a Tendência está instalada no edifício Infinity.

“Às vezes as pessoas olham a Tendência e pensam: ‘Ele deve ter herdado dos pais. Deve ter casado com um homem rico’. E na verdade não foi nada disso”.

Conheça a história de Rejane Ferreira de Souza, marcada por muita determinação.