Política Governador elogia direção do Hospital Regional, mas movimento político do PL regional, quer tirar o IMAS

Governador elogia direção do Hospital Regional, mas movimento político do PL regional, quer tirar o IMAS

22/05/2023 - 10h29

A sexta-feira, 19, foi marcada pela primeira visita do governador do Estado Jorginho Mello a Araranguá. Na sede da Amesc, assim como já havia acontecido em três edições, duas no Oeste e uma em Criciúma, aqui foi a quarta edição do Programa de Investimentos “Santa Catarina Levada a Sério + Perto de Você”. Prefeitos, secretários e vereadores dos 15 municípios estiveram presentes ao encontro com o governador, bem como deputados estaduais e federais e um senador da república.

Para todo o Estado

Num discurso que durou mais de meia hora, o governador pediu desculpas pelo atraso. Disse que dormiu em Criciúma, mas precisou se deslocar ainda na manhã de sexta-feira para Florianópolis para participar de um evento, e que o atraso se deveu a isso. Durante sua fala, Jorginho Mello usou frases de efeito, como: “Nosso governo vai até Passo de Torres, não termina em Criciúma”. Sobre os investimentos da CELESC e CASAN em todo o estado, inclusive aqui em nossa região, disse que é preciso dotar o Estado de infraestrutura para atrair novos investidores da inciativa privada.  Para o governador, os investimentos da Celesc e da Casan, deverão permitir que empresários possam investir no Estado.

Estradas

Sobre a situação das estradas estaduais, disse que fará um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, para investir no setor. Defendeu que o governo federal, licite e entregue para a iniciativa privada, através de pedágio, as estradas federais em Santa Catarina. “O governo federal não consegue tocar as obras, pedageie para que as empresas terminem e explorem as estradas federais aqui no estado”, afiançou.

Dinheiro gasto

Também não faltou no discurso críticas ao governo anterior, quando lembrou dos recursos recebidos do governo federal, que permitiria ajudar os prefeitos, mas que “Carlos Moisés preferiu espalhar dinheiro do modo como foi”.

Portos e aeroportos

O governador também anunciou investimentos de monta em nossos portos e aeroportos. Justificou os investimentos, como forma de fomentar o turismo e o setor comercial do Estado. Com a liberação dos cassinos, que Jorginho acredita que serão liberados em breve no Brasil, disse que: “O Estado precisará de bons acessos para a viagem dos dinheirudos, que chegam a gastar mais de R$ 200 mil numa noite, fora o gasto com seus jatinhos”. O governador também defende que os pobres não vão jogar, como afirmam alguns para não liberar o jogo no Brasil. Entende que os pobres vão ganhar empregos, como garçom, porteiro, cozinheiro, entre outros tantos que os cassinos vão trazer.

Discriminação

O governador também afirmou que nosso estado tem sido discriminado em Brasília, onde todos acham que não precisamos de nada, que somos um Estado rico. “De cada cem reais que nós mandamos para Brasília, só volta cinquenta. Segundo o governador, tem Estados que mandam cem reais, e recebem 230, ou 240 reais. “É preciso mudar essa realidade, não podemos pagar por sermos mais organizados e com capacidade forte de recuperação”, alertou.

Educação

Sobre o projeto de faculdade gratuita, Jorginho Mello revelou que os estudantes vão cursar suas faculdades, e quando formados, vão prestar serviço ao Estado para devolver um pouco do que o Estado investiu na educação deles. Segundo o governador, a intenção é formar médicos, advogados, enfermeiros, profissionais de TI, em todas as áreas em que hoje eles deixam de fazer a faculdade por falta de dinheiro. Mas o recurso será liberado com muitos critérios.

Segurança

Ainda na educação, o governador destacou as ações de segurança nas escolas. Disse que em cada escola do Estado haverá um policial da reserva armado. “Eles podem estar mais velhinhos e até gordinhos, mas certamente darão conta do recado. Também mencionou os equipamentos que está entregando para as policias Civil e Militar poderem atuar em todo o Estado.

Saúde

Na saúde, o governador destacou os investimentos que vem fazendo para diminuir a fila de exames e cirurgias. Disse que: “Eu vou governar para gente, para pessoas, e não posso admitir que fiquem tanto tempo esperando para fazer um exame ou uma cirurgia”. Jorginho Mello fez questão de agradecer ao IMAS, que dirige o Hospital Regional de Araranguá, pela parceria com a secretaria estadual da Saúde nas cirurgias de alta complexidade em ortopedia. “Em nome da secretária Carmem Zanoto, quero agradecer, porque estão ajudando o Estado a diminuir a fila vergonhosa que tinha mais de 105 mil pessoas esperando. O hospital daqui está ajudando a diminuir e eu quero agradecer” finalizou.

Celesc e Casan

Ao falar dos investimentos que a Celesc e a Casan vão fazer em todo o Estado, o governador disse que a Celesc está numa situação financeira bem melhor do que a Casan. Também pontuou que vai dar aos investidores da Celesc, apenas o percentual que consta no contrato, e o resto vai investir em energia para o Estado. Em Araranguá o investimento na nova estação da Celesc vai ficar para 2024 e em Maracajá, além do reservatório que está sendo colocado, a solução mesmo para o abastecimento de água potável também deve ficar para 2024.

Prefeitos

Após o discurso, Jorginho Mello recebeu cada um dos 15 prefeitos em separado, quando trataram das obras que estão em andamento e que tiveram convênios assinados no governo anterior.

Araranguá

Ainda sobre Araranguá, o prefeito Cesar Cesar informou que a questão da quarta ponte, devem voltar a ser tema de conversa em 15 dias. Dos R$ 17,5 milhões de emendas previstas, serão liberadas apenas R$ 5 milhões.

Hospital

Ainda sobre a questão Hospital Regional, lamento saber, que enquanto o governador Jorginho Mello, elogia e agradece a direção, existe um certo movimento político dentro do PL regional, que começa a se movimentar no sentido de tirar o IMAS e tomar a direção da casa de saúde. Seria lamentável, que depois de tudo o que foi feito e do que ainda está por vir em termos de avanços nos serviços que o hospital vem oferecendo à população, tudo seja trocado em nome de fortalecer nomes, ou um partido na região. Já tivemos direção política no Hospital Regional de Araranguá, que resultou no fechamento da casa de saúde. Vamos querer experimentar novamente?