“O problema não são os cães de rua, mas as pessoas que deixam seus cães procriarem”, diz vereadora sobre animais abandonados
O aumento de cães abandonados em Araranguá, vem preocupando a população. De acordo com os moradores, os animais são agressivos e causam ameaça às pessoas que circulam no local onde eles ficam. Referente a isso, a vereadora e atual defensora da causa animal, Lena Périco, foi até o Ministério Público buscar orientações para resolver a situação.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado, a vereadora falou sobre a visita. “A primeira atitude que tomei, foi ir na secretaria de Saúde. Vamos realizar um levantamento e acompanhar junto ao departamento de Bem-Estar Animal, o cadastramento desses cães comunitários. São várias situações que estão acontecendo e isso está me deixando muito chateada. Em 2014 fizemos uma lei para proteger esses cães como cães comunitários. Já falei e volto a reforçar, não é a prefeitura comprar um terreno e colocar esses animais lá, que amanhã terão mil cães. A solução é a conscientização das crianças e das famílias e fazer a castração”.
Ovelhas mortas no Caverazinho
Recentemente um acontecimento deixou a comunidade do Bairro Caverazinho muito preocupada. Foram aproximadamente 22 ovelhas mortas por cães soltos. “Há um mês, um amigo nosso me procurou e contou a situação. Esse amigo possui um sítio no bairro Caverazinho há muito tempo, porém com a chegada dos loteamentos, as pessoas foram construindo casas sem os muros. Além disso, tem a questão dos cães comunitários e fomos até lá ver a situação. Foram mortas 22 ovelhas e isso me chocou. Sabemos que esse é o extinto do animal, nós os domesticamos, porém está lá a filmagem dos cães”.
Visita a promotoria
Sobre a visita a promotoria, Lena acrescentou que os casos serão tratados pessoalmente pelo promotor. “Eu fui falar com o promotor e expus a situação. O promotor me falou que vai tratar caso a caso. O doutor vai pesquisar e averiguar essa situação do Caverazinho e também ressaltou que a partir do momento em que a pessoa está com o cachorro dentro do seu espaço particular, o animal passa a ser responsabilidade da pessoa. Estamos realizando um levantamento e vendo se realmente esses cães são comunitários, porque se realmente são, precisam ser acompanhados pela prefeitura”.
Hospital Regional de Araranguá
Sobre casos de acidentes de pacientes que saem do hospital e são atacados por esses cães, a vereadora falou. “As casinhas dos cães estavam onde as pessoas iam ser atendidas. O local não pode ser esse. As pessoas do hospital realizaram um monitoramento e desses animais que ali estavam, três deles têm dono. Se o cão tem dono, a responsabilidade é do dono. Estou monitorando essas situações junto ao promotor”.
Ações
A vereadora ressaltou que serão tomadas ações para buscar uma resolução para o problema. “Em um primeiro momento, o departamento de Bem-Estar Animal vai ir até os bairros e faz um levantamento de cadastro de cães soltos, que estão na rua e em situação de vulnerabilidade e todos esses cães serão castrados por bairros. O problema não são os cães de rua, mas as pessoas que deixam seus cães procriarem. A irresponsabilidade das pessoas é muito grande”.







