Câmara de Araranguá discute lombadas e troca da Celesc por cooperativa, deputado Mário Motta alerta para 24 pontos de deslizamentos no Morro dos Cavalos e anteprojeto proíbe qualquer tipo de fogos de artifício em Araranguá
Os famosos quebra-molas, também conhecidos como lombadas, ocuparam considerável espaço na sessão desta quarta-feira, 13, na Câmara de Vereadores de Araranguá. O vereador Carlos da Funerária alertou para a necessidade de lombadas na Avenida Sete de Setembro, no trecho onde foi colocado o asfalto novo. Segundo o vereador, depois da obra, a velocidade aumentou consideravelmente e entende ele ser preciso diminuir a velocidade para evitar acidentes.
Outro local
Carlos ainda alertou que a avenida, que ainda está sendo asfaltada nas proximidades do cemitério novo, o trecho que já foi liberado ao trânsito, também apresenta o mesmo problema. O vereador defende que, quando uma rua for calçada, que no projeto já tenha o estudo sobre onde é preciso colocar quebra-molas.
Não salva vidas
O primeiro aparte, veio do vereador Samuel Jesuíno, que disse entender que quebra-molas, não salva vidas, tiram vidas. Explicou que muitas vidas já foram perdidas, devido as ambulâncias terem que diminuir a velocidade e até parar, em tantas lombadas, o que acaba fazendo com que as chances de quem está sendo levado ao hospital diminuam consideravelmente. “Cinco, ou dois minutos a mais podem ser fatais”, alertou. Lembrou a Amaro Pereira, que tem um número excessivo de lombadas, o que irrita os motoristas. Defendeu que se coloque lombadas eletrônicas nas principais avenidas da cidade, ao invés de lombadas físicas.
Exemplo
O vereador Citou o exemplo de Chapecó, que não tem lombadas físicas, mas sim eletrônicas, e onde o trânsito flui normalmente.
Abrir diálogo
O vereador Joel Casagrande, defendeu a abertura de diálogo com o departamento de trânsito da prefeitura e com o prefeito Cesar Cesa para discutir a questão. Para o vereador, se todos os pedidos de lombadas forem atendidos, o trânsito da cidade não anda mais. O vereador Evandro Conceição, também defendeu a abertura de uma discussão a respeito. Ele entende que a falta de educação dos nossos motoristas resulta nos tantos pedidos de lombadas. O vereador Márcio Mano, discordou da afirmação de que lombadas matam, ao citar locais onde vários acidentes já aconteceram. Inclusive na rodovia SC-447, onde só foram colocadas duas lombadas, depois de muitas mortes. Mas ele também entende que a implantação de lombadas eletrônicas deve sim ser discutida.
Fora CELESC
Outro assunto que gerou polêmica na sessão desta quarta-feira, 13, foi o requerimento do vereador Samuca em que pede o envio de expediente à ANEEL – AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, solicitando que a área de atuação da Celesc no município de Araranguá seja transferida na sua totalidade à CERSUL – COOPERATIVA DE DISTRIBUICAO DE ENERGIA, ou seja, a distribuição de toda a energia elétrica do município de Araranguá-SC.
Busca
O vereador disse que vai continuar em seu mandato, buscando a retirada da CELESC e a busca pela cooperativa, que presta melhor serviço. Criticou duramente a empresa por vários aspectos da má prestação de serviços aos usuários. Joel Casagrande citou o caso de um amigo que estava com tudo pronto para abrir seu negócio, mas que teve que pedir energia emprestada a um vizinho, porque a ligação pedida não foi feita. Também disse que a CELESC não sabe quando será ligada, uma vez que o serviço é prestado por uma empresa terceirizada.
Sem fogos
O vereador Carlos da Funerária, aprovou na sessão desta quarta-feira, 13, anteprojeto, onde proíbe comercializar e usar qualquer tipo de fogos de artifício em Araranguá. Os vereadores aprovaram sem discussão, uma vez que se o projeto já passasse a valer a partir da aprovação na Câmara, nem na virada do ano poderia haver os fogos, mesmo sem barulho. O mais curioso, é que o anteprojeto prevê que a guarda municipal deve fazer a fiscalização, quando em Araranguá, não existe guarda municipal.
Pontos críticos
O deputado estadual Mário Motta do PSD disse na manhã desta quarta-feira, 13, durante entrevista à Radio Araranguá, que a questão do Morro dos Cavalos precisa de ações urgentes. Segundo o deputado, existem hoje 24 pontos em situação de risco, de deslizamentos, mas que no relatório da Arteris, concessionária do trecho, existem apenas quatro. Para o deputado a proposta para que a CCR ViaCosteira assuma o trecho e se responsabilize pela realização da obra, é uma possibilidade.
Sem solução
Mário Mota alertou que no local onde houve o último deslizamento, tudo continua como ficou depois do evento, nenhuma obra de contenção foi realizada, muito embora a Arteris seja a responsável, conforme consta no contrato.
Aumento
Só que neste caso, a proposta incluiria aumento da tarifa do pedágio, que aqui no Extremo Sul é mais barata que no restante do Estado. Segundo o estudo, subiria para algo em torno de R$ 5.











