Emenda de R$ 250 mil deve reforçar armamento da Polícia Civil no Vale do Araranguá
Recursos destinados por deputado federal já chegaram à Polícia Civil e serão utilizados na compra de fuzis e submetralhadoras para reforçar a segurança dos policiais e da população da região
A Polícia Civil do Vale do Araranguá deverá receber, nos próximos meses, um reforço importante em seu arsenal. Uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, destinada pelo deputado federal Jorge Goetten, foi liberada e já está na fase final dos trâmites burocráticos para a aquisição de armamentos que serão distribuídos às delegacias da região.
O assunto foi tema de entrevista na Rádio Araranguá com o presidente do Partido Republicanos de Araranguá, Marco Antônio Mota, o Motinha, e o vereador e delegado Jorge Giraldi. Durante a entrevista concedida ao apresentador Saulo Machado, ambos destacaram a importância do investimento para fortalecer a atuação policial diante dos desafios da segurança pública regional.
Segundo Motinha, a solicitação do recurso partiu do próprio vereador Jorge Giraldi, que priorizou a segurança dos agentes policiais. “Quando fizemos uma reunião com o nosso deputado federal Jorge Goetten para buscar recursos, a primeira coisa que o vereador e delegado Jorge Giraldi disse foi: ‘o meu recurso eu quero em armamento. Eu preciso que o policial tenha segurança, porque o policial seguro consegue dar segurança para o cidadão’”, afirmou.
De acordo com ele, o recurso percorreu todo o processo administrativo do Governo do Estado até chegar à Polícia Civil. “Foi pedido R$ 250 mil para compra de armamento. O recurso veio para a conta única da Fazenda do Estado e agora chegou à Polícia Civil. Neste momento, está sendo encaminhado para o processo de licitação”, explicou.
Armamentos serão destinados às delegacias da região
O vereador e delegado Jorge Giraldi informou que a intenção é utilizar o recurso na aquisição de armamentos modernos para fortalecer as ações operacionais da Polícia Civil.
“Hoje existe um armamento de ponta, com fuzis em tamanho mais reduzido, super eficientes, que dão maior agilidade ao policial. Eu pretendo comprar todo esse equipamento, o maior número possível de fuzis e submetralhadoras de última geração”, destacou.
Segundo Giraldi, o objetivo não é concentrar os equipamentos apenas em Araranguá, mas beneficiar toda a região. “Eu pretendo distribuir esse armamento nas delegacias da região. Araranguá é o polo, mas as consequências da criminalidade se estendem a todo o Vale. A população está gritando por segurança pública”, declarou.
O delegado estima que a emenda permita a aquisição de aproximadamente 15 a 20 armas de alto poder de resposta. “A gente vai gastar todo o valor. Quando conversei com o deputado Jorge, ele se mostrou sensível ao pedido e encaminhou o recurso. Esse armamento tem que ficar aqui no Sul, não vai passar de Maracajá. É nosso, para proteger a nossa região”, afirmou.
Preocupação com avanço da criminalidade
Durante a entrevista, Giraldi demonstrou preocupação com o crescimento da atuação de facções criminosas e com a posição estratégica do Extremo Sul catarinense após a abertura da BR-285.
“O nosso maior perigo é a chegada dessas quadrilhas pela Serra da Rocinha, pela Serra do Faxinal e pela divisa com o Rio Grande do Sul. Com a abertura da BR-285, a facilidade deles transitarem será grande”, alertou.
Segundo ele, municípios como Timbé do Sul e Turvo podem estar entre os primeiros a sentir os reflexos desse movimento. “Os primeiros alvos vão ser Timbé do Sul, Turvo e os municípios da região. É assim que funciona a marginalidade. Quando eles vêm, vêm pesados e nós temos que enfrentá-los”, afirmou.
O delegado também defendeu que os equipamentos sejam destinados a policiais que atuam diretamente nas ruas. “Arma de fogo não é para ficar desfilando no Sete de Setembro. É para o policial de ponta, o policial raiz, que vai ter coragem de usar quando necessário. Não adianta entregar um fuzil para quem não está preparado ou não atua na linha de frente”, disse.
Segurança pública e turismo
Outro ponto destacado pelo vereador foi o crescimento de Araranguá e a necessidade de fortalecer a segurança para acompanhar o desenvolvimento econômico e turístico do município.
“Araranguá está se tornando uma cidade cada vez mais atrativa. Com os investimentos que estão acontecendo e a revitalização da área do Rio Araranguá, teremos cada vez mais visitantes. Essas pessoas querem tranquilidade e a tranquilidade passa pela segurança pública”, observou.
Para Giraldi, a presença policial deve ser ampliada nas ruas. “O policial tem que estar no meio da sociedade. É no contato com as pessoas que ele recebe informações, conversa com as vítimas e obtém apoio. O marginal está na rua, então a polícia também precisa estar na rua”, argumentou.
Liderança e atuação policial
Em tom crítico, Giraldi também defendeu uma atuação mais próxima dos gestores da segurança pública junto às equipes operacionais. “Nós precisamos de líderes, não apenas de chefes. O líder vai para a rua, acompanha as equipes, sabe o que está acontecendo e motiva os policiais. O chefe fica atrás de uma mesa dando ordens”, declarou.
Ele afirmou que, caso estivesse à frente da gestão regional, ampliaria o policiamento ostensivo e investigativo. “Eu colocaria mais policiais na rua, mais viaturas circulando, mais abordagens e mais investigações. O líder precisa estar junto da equipe e dar o exemplo”, disse.
Recursos já ultrapassam R$ 1,7 milhão para Araranguá
Durante a entrevista, Motinha também destacou outras emendas encaminhadas pelo deputado federal Jorge Goetten para Araranguá. “O deputado já enviou R$ 750 mil no ano passado e mais R$ 1 milhão neste ano para o município. Estamos falando de R$ 1,75 milhão destinados para Araranguá por um parlamentar que nem é da nossa região”, ressaltou.
Ele também agradeceu o apoio de lideranças envolvidas na tramitação dos recursos. “Precisamos agradecer ao deputado Jorge Goetten, ao ex-delegado-geral Ulisses Gabriel e a todos que contribuíram para que esse recurso saísse da conta da Fazenda e chegasse efetivamente à Polícia Civil”, afirmou.
Expectativa pela chegada dos equipamentos
Apesar da demora causada pelos processos administrativos, os entrevistados acreditam que a fase mais complexa já foi superada. “Chegamos a um momento crucial para que isso aconteça. Espero que o mais rápido possível esse armamento esteja aqui para dar proteção ao policial e segurança ao cidadão”, destacou Motinha.
Ao encerrar a entrevista, Jorge Giraldi reforçou que a prioridade deve ser sempre o interesse coletivo. “A fórmula do fracasso é tentar agradar todo mundo. É preciso pensar no bem comum, mesmo que isso desagrade algumas pessoas. Essa é a fórmula do sucesso”, concluiu.











