Política Falta de água em Maracajá: Câmara cobra Casan e lembra promessa de investimento não cumprida

Falta de água em Maracajá: Câmara cobra Casan e lembra promessa de investimento não cumprida

28/02/2023 - 07h35

A Câmara de Vereadores de Maracajá, em sessão realizada na noite desta segunda-feira, 27, voltou a cobrar o abastecimento de água na cidade. Com faltas constantes, durante o encontro, o superintendente da companhia justificou o problema por conta de rompimento da adutora, que está embaixo da rodovia Jacob Westrup e reafirmou investimentos na cidade.

Logo no início da sessão, os vereadores realizaram vários questionamentos. A falta de água, a falta de investimentos no município, a falta de um contrato vigente e a implantação da rede de esgotamento sanitário foram os principais assuntos. Coube ao superintendente Sul/Serra, Mateus Ibagy Pacheco, oferecer os esclarecimentos.

De acordo com Pacheco, a Casan deverá instalar um novo reservatório na cidade, com capacidade de 200 mil litros, que deverá estar instalada até o final do mês de agosto. Esse investimento deverá melhorar o abastecimento, principalmente quando rompe a adutora que abastece o município. Porém o engenheiro ainda destacou que o fato de a adutora ser embaixo de uma rodovia agrava o problema. “Infelizmente o estado fez esse asfalto em cima da nossa rede, sem nos comunicar. Não é bem falta de comunicação, é que eles não querem gastar dinheiro trocando a nossa rede, que a obrigação deles seria substituir a nossa rede”, afirmou Pacheco, mostrando que o investimento para essa substituição seria de R$ 4 milhões aproximadamente.

O vereador Alex Cichela, que iniciou este debate na Câmara de Vereadores, lembrou que em 2022 essa cobrança já aconteceu e prazos foram prometidos, mas não cumpridos. “A gente vem sofrendo com essa falta de água no município, há anos na verdade, e no verão sempre é pior. Qual a data exata, porque no ano passado já veio alguém da Casan aqui e isso era para ter entrado em funcionamento em outubro do ano passado”, lembrou Cichela.

Com as galerias cheias, o presidente da Câmara, Valmir Carradore, propôs que uma comissão de vereadores fosse montada para acompanhar o andamento desta situação. “Eu espero agora estar conversando com os nove vereadores, para que nós não percamos o foco, acho que é um assunto bem polêmico e que nós vereadores temos que tomar à frente disso para que, junto ao executivo, possamos resolver essa questão”, disse Carradore.